Ler Reinaldo Azevedo é de dar dor no estômago. Porque normalmente é nítido o jogo moral que costuma fazer em prol dos interesses da publicação que defende, no caso, a revista Veja. Contudo, seu blog é um dos mais ricos do país tamanha a quantidade de bons questionamentos que são colocados em pauta, por mais que só se publique respostas que estejam apenas de acordo com o pensamento de seu anfitrião.
Enfim… Entre uma e outra colocação arrogante e por vezes estapafúrdia, vez em quando é possível pescar algo relevante que me faz rever os próprios conceitos. Como no caso do seguinte trecho:
A idéia de que a democracia é apenas o regime da maioria é estúpida — o fascismo, por exemplo, era um regime de maioria. A democracia compreende também o respeito à minoria. E isso nada tem a ver com “privilégios”. Gente como Evo Morales, Rafael Correa (Equador) e Chávez não entende o princípio. No Brasil, é bom que se diga, há facções do petismo que ainda não se conformaram com o fato de Lula, popular como é, estar limitado por uma Constituição e por leis.
Perfeita a colocação.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 10/09/08 às 8h25 nas seções Notícias, Política & Economia. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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eu acho que o problema de reinaldo (alem da ginastica para defender a ideologia (?) da publicação que ancora ele) é querer cavar a desqualificação do opositor a todo custo. se há setores do petismo que não se conformam, isso pouco importa. não é fato. o fato é que lula está enquadrado por uma constituição e apesar de todas as suspeitas que tentaria burlar isso por um terceiro mandato, até hoje ele, pessoalmente, não mexeu um palito sequer. como FHC fez para aprovar a reeleição. então, o resto é especulação, ilação, cavalo de batalha.
É o povo que controla a mídia e não o contrário? Caramba, mas que povo poderoso nós temos! Pensava que a rede globo de televisão, por exemplo, não tivesse nenhuma capacidade de manipulação e alienação! Acho que estava enganado, pois não diz um excelente curso de jornalismo para descobrir tal coisa!
A democracia como valor universal não existe e nem pode existir, pois temos que chegar em sua essência e ver a quem beneficia. Para a aristocracia grega da antiguidade existia a mais ampla “democracia”, porém, para os escravos (que eram a absoluta maioria), a democracia era somente uma palavra vazia. Na realidade a legitima e verdadeira Democracia ainda é uma grande utopia que nunca foi alcançada. A Democracia não são feita apenas de eleições mas também com a possibilidade real da totalidade absoluta da população participar da direção e gestão dos assuntos públicos e sociais. Não existe modelo autêntico ou forma perfeita ou modelo exemplar de Democracia no mundo. Cada povo busca construir a democracia de acordo com suas próprias realidades sociais, politicas e econômicas visando sempre assegurar a soberania e independência nacional. É preciso pensar bem no que seja realmente uma verdadeira Democracia. Assim sendo a vontade de um povo também pode ser considerada como um processo em forma de Democracia quando acontece de dezenas de milhões de pessoas chegarem a conclusão de que não se pode mais continuar a viver assim e desta forma escolhem o caminho da Revolução Social e de Libertação Nacional. Os Estados Unidos da América que se julgam os campeões de “Democracia” por exemplo não passam de uma grande Ditadura da Burguesia e do Capital Monopolista; ditadura essa que não permite nenhuma ameaça ao seu domínio que não pode ser contrariada e nem que seja feita oposição, pois o capital e os interesses da burguesia em primeiro lugar e tem que ser defendida a qualquer custo. A dita “Democracia” dos Estados Unidos da América não passa de uma grande fraude um engodo, uma farsa, um faz-de-conta apenas para dizer e enganar de que se trata da vontade da “maioria”. Toda ruidosa propaganda de “Democracia” nos Estados Unidos da América não é senão uma capa fina por traz do qual fica cada vez mais evidente e difícil de não esconder a Grande Ditadura da Burguesia e do Capital Monopolista. Nos EUA a “liberdade de expressão e manifestação” existe até o momento desde que não afete os interesses da burguesia e do capital monopolista. Os Imperialistas dos EUA usam de estratégia as duas palavras consideradas chave “Liberdade” e “Democracia” que quando usadas politicamente não passam de fachada para encobrir e tentar justificar todos os atos de agressões e ambições Imperialistas e de dominação do mundo e desta forma dizer que a causa que “defendem” são tudo por esses dois ideais. Existem nos Estados Unidos apenas dois partidos grandes que se revezam e se perpetuam no poder a anos e representam e defendem os interesses do grande capital e de forma alguma não representam a vontade e nem o desejo da maioria. O Partido Democrata e o Republicano que são dois partidos do Grande Capital Monopolista e um pelo outro é a mesma coisa e não acrescentam em nada, pois os dois simulam que fazem oposição um ao outro, são farinha do mesmo saco, é como trocar seis por meia dúzia, os dois contribuem sobremaneira para diminuir a influência de outros partidos e assim ajudam a manter o povo prisioneiros da Ideologia Burguesa. Os eleitores são enganados de forma eficaz ao pensarem que votando em um ou outro desses dois partidos haverá mudanças mas nada acontece e basta que se observe no que ocorre na politica dos Estados Unidos da América quando ficam desrespeitando os Direitos Humanos e criando pretextos para dominar o mundo através da força bruta, belicista, agressiva e terrorista. Os dois partidos que tem grande espaço nos meios de Comunicação Social e nas Agências de Publicidade e é exatamente essas que se encontram sob o domínio da classe dominante que embora sendo menor é no entanto toda poderosa. É bem verdade que nos EUA existem outros partidos mas que não tem a mínima chance de concorrer com esses dois, isso porque a Legislação dos EUA dificulta no máximo a participação de outros partidos nas eleições inventando inúmeros subterfúgios e obstáculos jurídicos entre eles por exemplo, a necessidade de recolherem muito milhares de assinaturas num prazo curto realizada em presença de testemunhas e registradas notoriamente a obtenção de Licenças para os coletores de Assinaturas,etc. E mesmo se os outros partidos conseguirem vencer todas as barreiras, as comissões eleitorais privam-nos frequentemente da possibilidade de participarem nas eleições sob o pretexto de as “assinaturas serem ilegíveis” ou outro qualquer pretexto inventado. O povo de cada país tem direito de lutar pela sua Libertação Social e Nacional a escolherem o melhor caminho de desenvolvimento conforme suas realidades. Alguns países que realmente tentam tornar-se livres, soberanos e independentes e que buscam seguir o caminho da construção do desenvolvimento democrático conforme a sua realidade politica e social, o governo que não quiser ficar nas “mãos” e de “joelhos” submisso aos interesses dos estadunidenses, esse governo é rotulado e taxado de Ditadura por não querer rezar na cartilha dos EUA. Os estadunidenses tentam de todas as formas se passarem como Paladinos da “Liberdade” e “Democracia” e até usam isso como principio para dizerem que são “defensores” de fato desses dois ideais. Os EUA invadem países soberanos para coloca-los de “joelhos” e sob seu controle e domínio absoluto. Os Imperialistas dos EUA invadem países objetivando saquear as riquezas naturais. Os Imperialistas dos EUA que usam de maneira estratégica as duas palavras consideradas chave “Liberdade” e “Democracia”, mas se algum povo realmente desejar ser livre, independente e soberano; e optar em construir o seu desenvolvimento para adaptar a sua realidade politica e social que com isso venha contrariar os interesses do Império dos Estados Unidos da América, a tão propalada “liberdade e Democracia” que os Imperialistas tanto afirmam “defender”, deixa logo de existir, e vem perseguições, golpes, torturas, massacres, repressões e guerra.
Os primeiros 20% do seu comentário são enriquecedores à discussão. Depois desanda a desancar os EUA numa revolta quase recalcada, que teima em enxergar apenas de um lado tudo que sua nação trouxe a nós. Se o esforço que você desprende para odiar os EUA dividido por dois, e a metade dele fosse usada para auto-crítica, tenho certeza, você seria pessoa de ideologia muito mais sólida. No Brasil também há empecilhos para se criar partidos. Eu mesmo já pesquisei isso e vi que se não se trata de um movimento de nível nacional, dificilmente você poderá hastear uma bandeira política própria. Temos 36 partidos, mas podiam ser apenas 3 que dariam no mesmo caldo. Seria o PMDB (partido eternamente na situação), PT/PCdoB, com discursos de esquerda mas nem sempre atitudes de esquerda, e PFL/PSDB, com discurso mais liberal. Em comum? Todos só pensam no próprio poder. Os demais, ou refletem as atitudes já existentes, ou querem pegar o vácuo dos gigantes.
Sobre ao ódio aos EUA, lembre-se hoje, antes de dormir, de agradecer a eles a Internet, ou então não estaríamos aqui batendo este papo.
Só uma correção…
PMDB é partido eternamente na situação - no atual período pós-repressão…
Houve um tempo até bem há pouco (e sempre agradecerei a eles abertamente por isso), que foi um celeiro de resistencia, reduto de todas as vozes que não podiam criar partidos nesse país… Não fosse sua capacidade de manter-se firme como oposição institucional, quase livre das garras da repressão, não estariamos - por exemplo, entre muitos - atualmente chamando Presidente da República de “mula” e outros gracejos.