O aviso do “baseado em fatos reais” logo no início faz a argumentação pesar. Você vê um filme sobre guerra civil na África, sente uma certa dor, mas não imagina que uma milícia inimiga virará a esquina a qualquer momento matando todo mundo. Do mesmo modo, você não imagina que o avião em que você viaja será tomado por terroristas no intuito de jogá-lo no WTC. Mas você assiste a “A Procura da Felicidade” e sabe que aquela história poderia ser sua se uma seqüência de infelizes mas bem possíveis acontecimentos lhe acabassem os dias.
São duas horas de nó na garganta. Duas horas de torcida. Mas é como torcer para o lanterninha do campeonato. Um sofrimento. Mesmo os corações mais duros se entregam. Ao final, até aplausos dentro da sala de projeção se ouviu. Aprendemos lições, sentimos que há esperança. Então chegamos em casa e vamos estudar a vida real. E descobrimos que Hollywood fez várias licenças poéticas com a intenção de deixar tudo mais belo e drámatico. É nessa hora que nos sentimos lesados. E o filme perde uns dois pontos no conceito.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 8/02/07 às 19h14 nas seções Notícias. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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Cara… eu também achei o filme BOM PRA CARALHO!