Se você é daqueles que acompanhavam Lost e a deixaram de lado quando Ana Lucia, uma das personagens mais bacanas, foi morta porque a atriz que a interpretava foi presa dirigindo bêbada no Havaí, ou quando viram John Locke mascando maconha num iglu de palha, ou quando Hurley usou um episódio inteiro só para consertar uma Kombi, ou ainda quando Rodrigo Solteiro foi enterrado vivo após ser picado por aranhas venenosas, peço para que reveja seus conceitos.
As duas primeiras temporadas de Lost eram mais voltadas a questões humanísticas: o convívio numa sociedade primitiva, o medo, as mentiras, filósofos e mais filósofos escondidos nas entrelinhas. A terceira e a quarta temporada começou a rumar mais por ideais tecnológicos e até sobrenaturais. Se por um lado parece absurdo a existência de paranormais e viajantes no tempo, de outro é possível encontrar em vários fóruns várias teorias que vão de Eistein a Stephen Hawking e que dão base e seriedade a toda a enxurrada de informações que nos são jogados nos mais recentes episódios.
Mas se você não é chegado nestas “cabecisses” intelectuais, é quer apenas um produto que o divirta, aquilo tudo está mais instigante que nunca. Tiros, socos, beijos, mulheres gostosas… E tudo tem feito sentido, por mais absurdo que soe. Até a Kombi no meio da ilha deserta já foi explicada e utilizada em momentos importantes.
Quer dizer… A única coisa que ainda não explicaram é o que diabos Rodrigo Santoro estava fazendo ali. Mas calma… Ainda há tempo de corrigirem este equívoco.
Mas a grande verdade é: nunca um produto pop foi tão bem pensado como este, e tem sido tão bem executado. Não tem irmãos Wachowski, não tem Steven Spielberg, nem George Lucas. Até o momento, J.J. Abrams é o cara.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 1/03/08 às 1h14 nas seções Arte & Cultura, Notícias. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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O último episódio da segunda temporada foi excelente e uma virada de jogo muito bem pensada. Uma coisa é todo mundo perdido numa ilha e querendo sair dela. Outra coisa é uma parte dentro e outra fora, e cada uma insatisfeita. Foi jogada de mestre. O desespero de jack para voltar à ilha foi um achado incrível. Muda totalmente o jogo.
[...] na mania da série americana. Aliás, nenhuma série. Não acompanho, não sou fissurado. Mas Ápyus tem seus argumentos para quem desistiu do produto de J.J. [...]
E no último episódio, Ben consegue novamente passar a perna no Locke. Êlêlê!