We are the champions, my friend! Um tributo pessoal ao Brigitte Beréu
mai 04

Eu acho que não preciso aqui enumerar a quantidade de horrores que o nazismo trouxe ao mundo, principalmente à Europa, pouco mais de meio século atrás. Tampouco, noutro plano, o atraso que pensamentos e atitudes ditas comunistas que imperaram nos países socialistas durante a Guerra Fria. No entanto, quinta-feira passada, a situação, por conta dos protestos comuns ao dia do trabalhador, em Hamburgo, na Alemanha, país que conheceu bem ambas tristes realidades, era: de um lado comunistas saudosos do antigo regime; e do outro neo-nazistas pregando seu horrores. Sabe qual o papel de seu governo no meio disso tudo? Apenas impediu que ambos os grupos se degladiassem. Não digo com isso que tudo ocorreu na mais perfeita paz. Mas lá, mesmo com todo o passado recente os condenando, e mesmo não concordando com nada do que era gritado, o poder maior respeitou o direito à livre expressão de seu povo.

Gosto sempre de deixar claro que nunca, ativamente, qualquer droga ilícita tomou conta de meu corpo. Enfatizo o “ativamente” visto que por conta da companhia de alguns maconheiros já devo ter, passivamente e contra minha vontade, feito uso da mesma. Assim como gosto de deixar claro que sou extremamente contra seu consumo não por ser droga, mas por ser ilícita. E por fim, que todo maconheiro, antes de pegar o isqueiro, deveria pegar um papel e uma caneta para fazer um abaixo assinado pedindo a legalização da mesma.

Por isso tudo, e principalmente por este terceiro posicionamento, que recebi com bons olhos a notícia de que estaria organizada para hoje, em pelo menos 12 capitais, a “Marcha da Maconha“, que visava clamar por um reposicionamento governamental acerca da legalização da droga que lhe dá nome. Acho que o caminho é este. Não é fazer desta bandeira um refrão de hip hop, mas uma proposta política que, tenho certeza, trará benefícios ao país, na medida em que será uma alternativa para aqueles que não mais querem dar seu dinheiro ao crime organizado.

Contudo, é lamentável que a justiça tenha agido de forma a calar o movimento, proibindo, até o momento, a realização da mesma em pelo menos nove das referidas capitais. Lembremos: na Europa queriam a volta do horror e respeitaram o direito do seu povo de se expressarem. No Brasil, ao que tudo indica, querem, pedindo a revisão de uma lei, pôr um ponto final numa situação que tantos males sociais causam à nação. Mas no entanto agem como se vivêssemos ainda em regime ditatorial. Lamentável.

Escrito por Marlos Ápyus \\ Tags: , , ,

Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte

Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 4/05/08 às 10h46 nas seções Destaques, Política & Economia. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.

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Críticas construtivas são mais que bem vindas. Mas, por favor, evitem o anonimato. Contudo, cada caso será estudado em separado.

2 Comentários para “Como assim, liberdade de expressão?!”

  • Às 06..2008 14:25, Fialho escreveu:

    Marlos, um absurdo o que fizeram.
    Proibiram a Marcha no Rio de Janeiro, na Bahia e em várias outras capitais.

    Caramba! PEDIR a liberação NÃO É CRIME!
    No Rio teve até uma deputada cara de pau que organizou uma Marcha da família. Qualquer semelhança com a marcha das famílias com deus pela liberdade da época da ditadura que fez um contraponto à passeata dos 100 mil no RJ.

    Isto é Brasil, Marlos! Isto é Brasil!

    • Às 07..2008 11:21, Tato escreveu:

      Eu fui na marcha daqui do Recife. Foi massa. Desculpe o trocadilho.

      (Obrigatório)
      (Não será publicado)
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      jul 21

      Na mão esquerda meus cartões, na direita minha tesoura. Na esquerda jantares, computadores, utilidades e futilidades, baladas, luxo, pose, muita pose, gasolina, viagens. Na direita, o fim de um vício que tantas noite de sono me levou. Foi uma carnificina.

      jul 17

      Às vezes não entendo por que este tal de ser humano estuda tanto. Se era para complicar algo que aos olhos de qualquer criança soaria de fácil resolução, para que diabos tanta ciência? Tenho sentido falta da justiça infantil, aquela da hora do recreio, o tribunal do intervalo. Olha-se, pergunta-se, responde-se, condena-se. Sem dó, nem piedade.

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