Alalaô
Fat Boy Slim no carnaval de Salvador. Só fiquei sabendo dessa hoje ao ler a Tribuna do Norte. Ano passado Stanley Jordan tocou no Festival de Blues e Jazz de Guaramiranga no mesmo período. E na semana que antecede o o desfile das Escolas de Samba, quem mandou no noticiário foi Mick Jaguer e Bono Vox. Será que o Brasil está deixando de ser o país do samba e do axé? E se estiver, isso é bom?
Finalmente parei…
…para ouvir alguns discos que havia baixado via e-mule. E me surpreendi com quase todos. “Papo Macaco”, de Davi Moraes, o cara que trocou Ivete Sangalo por Preta Gil, acerta a mão como não vinha acertando em seus desencantos amorosos. Uma espécie de Axé’n'Roll muito dançante. “O Infinito de Pé”, de André Abujamra, não é de se apaixonar de cara. Mas com o tempo, percebe-se ser este um disco muito inteligente, pensando, executado e agradável. N’outra praia, o Smashing Pumpkins traz saudades em “The Last But One Show”, álbum ao vivo gravado em Chicago, que mostra tudo o que falta em toda a geração de bandas indie pós-Strokes. Finalizando, Frank Sinatra. Uma coletânea dupla. Enfim… Frank Sinatra. O que a arte mais produziu próximo da perfeição.
Um luxo
O Luxúria abrirá o show do Oasis em São Paulo. Bem mais merecido do que os Titãs abrindo o show dos Stones. Os fãs do Brit Pop irão se surpreender.
Nasceu
A Abrafin: Associação Brasileira dos Festivais Independentes. Se sem ela já tínhamos festivais muito bons, imagine o que teremos então este ano.
Á sua direita
Como quem não quer nada, coloquei na coluna à sua direita as regravações que fizemos do primeiro disco da Experiência Ápyus. O trabalho está semifinalizado. Das catorze músicas do primeiro trabalho, selecionamos dez, refizemos os arranjos e gravamos com mais cuidado. Após o Carnaval, iniciamos a valer a gravação de nosso segundo disco.
De volta: U2 x Stones
Acho que ganharam os irlandeses, apertado, mas ganharam. Os velhinhos bateram legal, levaram mais de um milhão a Copacaba, foram retransmitidos para o mundo tudo, gravaram DVD, mas ainda vivem de músicas feitas antes de 1970. Bono e Cia., por suas vezes, basearam sua apresentação em repertório concebido pos Pop (1997), não precisaram de músicos de apoio (como jamais precisaram), levaram um moleque ao palco sem serem acusados de pedofilia (essa foi pro Michael), deram um bicoca numa brasileira sem tê-la engravidado (essa foi pro Mick). Mas o real vencedor dessa disputa só será conhecido em vinte anos. Se em 2026 Bono ainda estiver rebolando como Mick, dou o braço a torcer e enxergo o U2 como “a bigger band”.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 23/02/06 às 13h39 nas seções Arte & Cultura, Artigos. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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Cara tive a oportunidade de estar presente nos dois shows! Admito que n�o sou f� dos Stones (mas n�o ia perder o fim de semana), por�m posso afirmar que o show do U2 foi infinitamente melhor, e n�o me refiro ao da segunda (20/02) mas ao segundo show (21/02), onde eles acrescentaram algumas m�sicas ao repert�rio, o p�blico (com 10 mil pessoas a mais segundo informa��o da PM/SP) estava mais empolgado e talvez por isso o show tenha durado um pouco mais.
Fazendo justi�a a banda Franz Ferdinand, que abriu o show do U2, � muito boa tamb�m. O quarteto escoc�s aqueceu a galera e o baterista deu um show!
N�o que o dos Stones n�o tenha sido legal, foi muito bom, mas n�o d� para comparar com o que eu vi no Morumbi.
Abra�