Visitei o blog do Reinaldo Azevedo e deixei duas perguntas no sistema de comentários da postagem que criticava o Marco Aurélio Top Top Garcia. Não sou ingênuo: as reais chances de ter as mesmas respondias por ele são mínimas. Tenho até um certo receio de que a moderação do site não autorize sua publicação. Por precaução, usei o máximo de minha cordialidade. Vamos ver no que dá. Se por acaso receber alguma resposta, a publicarei aqui. Por enquanto, seguem as indagações:
Caro Reinaldo,
Antes de mais nada, parabenizo-lhe pelo texto com o qual concordo completamente. Acho sua postura sensata, correta e honesta. Contudo - desculpe-me se por acaso soar como um destes chatos que parecem tanto te incomodar - gostaria de destacar um trecho de suas palavras:
“Quem combatia o terrorismo era acusado de ser, imaginem só, o verdadeiro responsável pelos seqüestros.”
Concordo com o que disse. Acho uma lástima esta inversão de papéis que tantas vezes nosso governo tenta nos fazer engolir. Contudo, não posso deixar de comentar que tal crítica também caberia tanto para você, Reinaldo Azevedo, como para a Veja, quando nos referimos à operação Satiagraha onde, por favor, admita, seu foco está muito mais direcionado em apontar as falhas cometidas pelos que investigam, do que pelos investigados. Ou estou te entendendo mal? (Neste caso, sinta-se livre para trazer seus esclarecimentos).
Ainda no assunto: lembro a morte de Elis Regina, de Cássia Eller, da menina Isabella, e o caso dos travestis com Ronaldo. Em todos estes, a Veja se apressou em condenar os investigados, acusando as duas cantoras de morte por overdose, o jogador de futebol de consumo de drogas (o pó branco por sobre seu rosto na capa dizia muito mais que qualquer palavra que porventura escrevessem) e os pais de terem jogado a garota do sexto andar. Tudo isto antes mesmo que as autoridades competentes assim se pronunciassem. No caso de Cássia foi mais grave pois depois provou-se que a mesma morreu por infarto.
Todavia, no caso Satiagraha, a Veja retirou seu foco de cima dos investigados e o jogou em cima dos investigadores, condenando os mesmos por suas falhas invesgatórias.
Concordo que houve sim falhas. E que elas merecem sim ser criticadas. Mas não seria melhor para os Brasileiros se a Veja unisse forças para encontrar mais verdades sobre os investigados do que sobre os investigadores, nem que fosse para inocentá-los? Do lado de cá, a sensação que se tem é que de fato a revista possui um “rabo preso” com Dantas, e que este ataque à PF e ao judiciário paulista foi a saída mais nobre que encontraram para não se sentirem obrigados a uma defesa explícita do banqueiro, o que queimaria de vez o filme de vocês com boa parte da opinião pública.
Espero que entenda minhas questões como sendo de boa fé, apesar de contrárias ao seu ponto de vista. E muita me honraria uma resposta sua, ainda que me desdizendo. No mais, desculpa pelos longos parágrafos.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 21/07/08 às 21h35 nas seções Notícias, Política & Economia. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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Críticas construtivas são mais que bem vindas. Mas, por favor, evitem o anonimato. Contudo, cada caso será estudado em separado.






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