Parece que passou batido, mas foi falta de tempo e um pouco de cautela mesmo. Há uma semana está pronto, finalmente, depois de quase 3 anos, o segundo álbum da Experiência Ápyus. Assumo total culpa por tanto atraso. De tão acostumado a ser empregado, faltou-me talento para gerenciar metas e prazos. Nessas horas é mais que obrigatório ser uma pessoa chata, e eu odeio ser uma pessoa chata. Mas enfim…

Ainda estou preparando um release mais formal, mas vou tentar listar alguns detalhes sobre este projeto, sem muito compromisso, que julgo interessante ressaltar:
- Apesar de ser um álbum duplo, não se trata de um CD duplo. Na verdade temos um box com um CD de músicas inéditas (Nostalgia) e um DVD filmado ao vivo em estúdio (Meio Rock and Roll) com novas versões de nosso primeiro trabalho
- O álbum Nostalgia foi editado de forma que as músicas são executadas continuamente, ou seja, o término de uma canção já é a introdução da seguinte. Isso dá uma ritmo interessante, sem fôlego para o ouvinte. Não é algo inédito (bandas como Pink Floyd e Red Hot Chili Pepers já fizeram muito isso), mas é algo que está esquecido há um tempo.
- A canção Nostalgia nasceu no momento em que ouvi o Charlie Brown Jr. em seu acústico homenagear o rapper Sabotage. E me perguntei: “se por acaso estivesse vivo, teria sido ele lembrado?”
- “L” é uma canção que por pelo menos 2 anos fez parte do repertório do Brigitte Beréu, minha antiga banda.
- Fiquei quase seis meses pesquisando alguma gravação com a voz do Papa Bento XVI que pudesse utilizar no final de “Nostalgia”. Quando de sua visita ao Brasil, consegui capturar de uma transmissão online os dizeres “fazei isso em memória de mim”.
- “Nada” foi composta depois que assisti ao filme Closer e inicialmente falava sobre traição. Só depois achei por bem ajustá-la de forma a narrar a dor de uma mulher que apanha do marido.
- Rodrigo Levino me pediu via MSN para musicar “Isso”, e não curti a letra. Depois, nos estúdios da FM Tropical, mostrou-me ele a melodia que havia pensado e ali mesmo finalizamos a canção. No primeiro ensaio, ninguém gostou da música. No segundo ensaio, insisti em um novo arranjo, tentando usar uma ou outra influência de Dave Matthews. Creio ser esta hoje a música e letra que mais curto neste trabalho.
- O riff de guitarra de “O Covarde” é de autoria de Frank Boy, guitarrista do Brigitte Beréu, há exatos dez anos, quando aqui em casa tocávamos violão e malhávamos o estilo “Metallica” de compor. Sete anos depois lembrei-me do dito cujo e resolvi finalizar a canção.
- A Sat (atual Alesat e futura Ale) pagou o disco em apenas duas parcelas, há mais de dois anos, de forma exemplar. A eles somos eternamente gratos e devemos eternas desculpas pois esse atraso é indescupável.
- A primeira reunião sobre este disco foi feita em novembro de 2004 em um pastel da Av. Ayrton Senna. Na época, Ruphius Germano e Felippe Barbalho faziam parte da banda. De lá para cá, também tocaram conosco Eduardo Azevedo (Jack Black), Jordan Santiago (Orquestra Boca Seca), Diogo Guanabara e Augusto Cego (Seu Zé).
- Há várias citações tanto musicais como líricas no meio das canções. Para evitar acusações gratuitas de plágio, achei por bem destacá-las todas ao final do encarte.
- Pelos menos três meses do atraso deste disco se deve ao fato de que não se fabrica mais caixa acrílica de álbum duplo. E isso simplesmente porque, por conta da pirataria, não se lança mais álbum duplo. Pelo menos foi isso que nos explicou todas as fábricas que procuramos. Uma delas disse que aceitava fazer com encomendas pagas adiantadas, mas numa tiragem mínima de 10 mil cópias, o que não era nosso caso. Quando já estávamos para desistir de lançar o CD e o DVD dentro do mesmo pacote, descobrimos uma loja no centro de São Paulo que de alguma forma desconhecida conseguia vender o tipo de caixa que precisávamos.
- Outros atrasos nas gravações se devem a conflitos na agenda do estúdio. Entre outros, precisamos ceder nossas horas para artistas como Cavaleiros do Forró, Fagner e até para Geraldo Melo gravar uns programas eleitorais. Mas na paz.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 9/04/08 às 0h22 nas seções Arte & Cultura, Destaques. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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fuderosdo, amanha boto isso no dozol!
Fuderoso… Visual novo no blog, CD novo lançado…
Faltou informar onde/como adquirir e quando será a noite de autógrafos…
hum… por acaso seu site está imitando o meu?
hauhauhauhaua… tá massa!
Cara eu cheguei ao teu blog pelo ArqHP, e minha surpresa foi achar que você é parte do Nostalgia, pois eu um dia faz um ano mais ou menos, navegando num site que não lembro baixei as músicas do Nostalgia para o meu mp3, elas estavam disponíveis para baixar de graça na época, e gostei muito delas só que comecei a ouvi-las um tempo depois e já nunca mais lembrei de onde eu tinha pego essas musicas nem quem era à banda. Um dia um conhecido meu (Eduardo Pinheiro) estava em casa quando eu estava escutando o CD e ele me perguntou se eu tinha a capa do CD pois ele fez a gravação das musicas no seu estudo mais na época não tinha capa, e ele me diz que a banda era Experiência Ápyus, e como eu nem sabia o nome da banda muito menos tinha às capas, e agora eu vejo teu post aqui, então além de pegar minha capa vou ficar de olho para ver se posso ir para algum show de vocês um dia, meus parabéns pelo CD, é muito bom!