Robert Downey Jr Me chama que eu vou
mai 06

Minha mãe conta que desde criança costumava inventar minhas próprias respostas para perguntas que não me saíam da cabeça. Se meu pais, por exemplo, não sabiam o sentido da vida, diante da ausência de argumento, inventava eu que era, sei lá, “festejar”.

Confesso que até hoje não larguei este costume. Hoje mesmo, por exemplo, estava pensando na origem da gíria “galado” tão difundida em solo potiguar. Como Deus não me trouxe uma resposta satisfatória, elaborei eu mesmo minha teoria, com base em fatos reais. E ficou assim:

“Quando um ovo de galinha é fecundado, é conhecido popularmente como ‘ovo galado’, visto que recebeu gametas do galo (isso eu não inventei). Deste conhecimento teria nascido a associação do termo ‘gala’ como sinônimo de esperma, associação esta só difundida no estado do Rio Grande do Norte (isso eu mais ou menos inventei). Daí surgiu a gíria ‘galado’, que hoje é aplicada para o bem e para o mal, dependendo do contexto. Uma pessoa ‘galada’ seria na origem uma pessoa com alto vigor sexual ou uma pessoa depravada, dependendo do ponto de vista (e isso definitivamente fui eu que inventei).”

Por mais delirante que soe, segue uma linha de raciocínio. E a brincadeira de seguir tal linha me fascina. Ao ponto de se tornar meu esporte favorito quando encontro-me ocioso, como num trânsito engarrafado, por exemplo. Desta brincadeira nascem soluções bem fúteis, como uma nova forma de pontuação para o Campeonato Brasileiro de Futebol, ou algo útil, como uma nova postura para os motoristas amenizarem os problemas em nosso trânsito.

Com o tempo, comecei a anotar tais idéias. Umas mais sem graça, outras que creio serem, me desculpem a falta de modéstia, perfeitas ao ponto de querer guardá-las só para mim na esperança de um dia colocá-las em prática. But if tomorrow never comes? Assim sendo, resolvi criar um site onde fizesse nada mais do que registrar e difundir tais idéias na esperança de que alguém com mais coragem resolva colocá-las em prática. Trata-se do Central de Idéias, que pode ser acessado pelo www.centraldeideias.net.

O trabalho por lá só está começando. Inicialmente estou revisitando alguns textos já registrados aqui no Ápyus.com. Mas já tenho pelo meno 20 rascunhos inéditos esperando meu OK para serem publicados por lá. Então, se curtirem a idéia, apareçam por lá de vez em quando.

Escrito por Marlos Ápyus \\ Tags: ,

Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte

Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 6/05/08 às 0h25 nas seções Destaques, Mídia & Comunicação. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.

A segunda parte dele depende de você. Comente, ou faça um trackback de seu site. Só não deixe de participar, contanto que se use do bom senso. A moderação é feita, na medida do possível, durante o dia, e só bloqueará comentários ricos em má-fé. Pretendo responder aos mesmos no período da noite.

Críticas construtivas são mais que bem vindas. Mas, por favor, evitem o anonimato. Contudo, cada caso será estudado em separado.

3 Comentários para “Idéias, para que te quero?”

  • Às 06..2008 14:09, Fialho escreveu:

    Marlos, o escritor Thiago de Góes me disse certa vez que Cascudo (sempre ele) tinha uma teoria para a origem etimológica de “galado”. No cabaré de Maria Boa, as putas preferiam o grego ao francês como língua estrangeira. Por isso chamavam de gala (leite em grego) a porra dos clientes. Isso explica a origem de “gala”. Galado é, como se pode concluir, uma corruptela de gala. É isso.

    • Às 11..2008 22:07, Márcio escreveu:

      É. Li esse aqui, mas vou comentar outro. O do Brigitte. Posso dizer que acompanhei de perto o andamento da banda. Na época era grande amigo de Nara e Eider e fã incondicional da Banda. Não sei se era menos exigente em termos de música ou se os tempos eram outros, talvez as duas coisas, mas escutei de novo as músicas e a memória daqueles tempos me impede de ter uma opinião ruim. Deu saudade sim. Da ciranda, da galera e do estilo da banda. :)

      • Às 11..2008 22:08, Márcio escreveu:

        É. Li esse aqui, mas vou comentar outro. O do Brigitte. Posso dizer que acompanhei de perto o andamento da banda. Na época era grande amigo de Nara e Eider e fã incondicional da Banda. Não sei se era menos exigente em termos de música ou se os tempos eram outros, talvez as duas coisas, mas escutei de novo as músicas e a memória daqueles tempos me impede de ter uma opinião ruim. Deu saudade sim. Da ciranda, da galera e do estilo da banda. Aquele coisa “morna e ingênua que a gente vai ficando no caminho” :)

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        jul 21

        Na mão esquerda meus cartões, na direita minha tesoura. Na esquerda jantares, computadores, utilidades e futilidades, baladas, luxo, pose, muita pose, gasolina, viagens. Na direita, o fim de um vício que tantas noite de sono me levou. Foi uma carnificina.

        jul 17

        Às vezes não entendo por que este tal de ser humano estuda tanto. Se era para complicar algo que aos olhos de qualquer criança soaria de fácil resolução, para que diabos tanta ciência? Tenho sentido falta da justiça infantil, aquela da hora do recreio, o tribunal do intervalo. Olha-se, pergunta-se, responde-se, condena-se. Sem dó, nem piedade.

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