Não sou nenhum engenheiro de tráfego mas me permito, vez ou outra, pensar acerca de todo o sufoco pelo qual passa o brasileiro no trânsito das grandes cidades. E, por tal motivo, peço o auxílio de todos vocês apontando no sistema de comentários onde podemos melhorar cada item citado abaixo, ou acrescentar novos itens à lista. Pois bem…

Para mim, é nitido que os problemas de trânsito estão diretamente ligados à relação do brasileiro com seu trabalho. Tanto que os horários mais complicados são justamente nos momentos em saímos para trabalhar ou voltamos para casa. Assim sendo, penso que qualquer solução para o trânsito precisa lidar com o cotidiano das empresas que desenvolvem a rotina de todos estes cidadãos. Dito isto, pensei como solução:
- Renúncia fiscal para empresas que contratam funcionários que trabalham em suas próprias residências
Idéia simples. Sabemos que o custo de um empregado para uma empresa é bem caro. E sabemos que com o advento da internet na rotina profissional, distâncias podem ser encurtadas entre aqueles que sabem usar um e-mail, um MSN, um skype ou até mesmo um telefone. Assim sendo, o governo poderia baratear a contratação de empregados que trabalhem em suas próprias residências munidos de computador e internet, reduzindo assim a necessidade de que tais trabalhadores saiam às ruas para engarrafá-las diariamente. - Renúncia fiscal para empresas em horários comerciais alternativos
O trânsito das 6 da manhã é completamente diferente daquele das 6 da tarde. Simplesmente porque praticamente todas as empresas obedecem ao dito horário comercial que segue das 8 às 18 horas. Mas, será que os funcionários de uma empresa que se desloca dentro desta margem, iniciando, por exemplo, suas atividades às 10h e concluindo às 20h enfrenta o problema de forma igual? E se esta empresa trabalhasse das 6h às 16h? Tais horários parecem estranhos, mas para certas empresas são praticáveis. A idéia seria que o governo aliviasse a carga de impostos para empresas que trabalhassem em horários alternativos, liberando assim seus funcionários dos horários de pico no trânsito. - Renúncia fiscal para dias úteis alternativos
De mesmo modo, o trânsito aos sábados e domingos é bem distinto dos dias úteis e mais uma vez a relação se dá com o horário de trabalho dos cidadãos. E se algumas empresas trabalhassem durante o fim de semana liberando a folga de seus empregados para os dias de semana? E recebessem incentivo fiscal para isso? Com certeza aliviaríamos o trânsito nos dias úteis, equilibrando um pouco mais esta balança. - Renúncia fiscal para empregados que morem nas proximidades da empresa
Com certeza um funcionário que mora longe de seu trabalho contribui muito mais para o caos no trânsito do que aquele que mora vizinho da empresa. Desta forma, a idéia é que mais uma vez o governo abra mão de parte da carga tributária para que as empresas se esforcem em contratar funcionários que já morem nas proximidade.
Por que todas as idéias partem da renúncia fiscal?
Porque um dos maiores problemas do Brasil é o alto custo para a contratação de empregados da parte das empresas e toda renúncia fiscal nesta contratação seria bem vinda. De toda forma, a verba que o governo abre mão retorna com o ganho na produção de uma cidade que não perde tanto tempo sem produzir engarrafada num trânsito louco como o de São Paulo, por exemplo.
E aí? Falei bobagem ou se tratam de idéias viáveis? O sistema de comentários é todo de vocês. Só não vale xingar à mãe. Quer dizer… Se não for a minha, até que vale.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 15/05/08 às 8h04 nas seções Administração & Negócios, Destaques. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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Só não gostei da última renúncia, pois prejudicaria aqueles que não moram perto das áreas comerciais e/ou industriais.
Acho que uma melhora no transporte público ajudaria muito em cidades aqui do Nordeste, como por exemplo metrô, que muitas ainda não possuem. Ou então barateamento das passagens de ônibus, como forma de induzir à população a andar mais de ônibus.
Ah, eu penso mt sobre esse assunto.
Minha idéia vai pro outro lado: tributar excessivamente carros e combustíveis. Hoje vi na tv uma propaganda de um gol (acho) com parcelas de 99 reais! Nem sei se vi direito, mas enfim, antes eu achava carro e gasolina mt caro. Hoje eu não vejo solução q não passe por dificultar o acesso ao crédito. Elitista? Pode ser, mas já há carro demais no mundo.
O transporte público de qualidade é direito de todo cidadão e melhoraria muito o trânsito de uma cidade como Natal. Mas não é solução.
Isso me lembra Campbell Scott em Singles (nunca mais Cameron Crowe foi tão bom), obcecado com a criação do SuperTrain, que resolveria todos os problemas do trânsito de Seattle. E o fictício prefeito matou a idéia em poucos segundos: as pessoas não vão deixar de dirigir seus carros para pegar um trem, por melhor que ela seja.
Bom filme, bom filme…
Caro Marlos,
Suas idéias são louváveis, como você bem disse, dependendo do tipo de trabalho que a empresa pratica. Em fábricas e indústrias o horário é flexível e podem ser adaptados. Para empresas que dependem de órgãos governamentais (cujos horários de funcionamento seguem a mais maluca das lógicas) acaba sendo melhor o velho horário comercial. Em Brasília muitas empresas começam às 9:00 exatamente para se livrar do rush matinal. Cabe à cada empresa fazer as adaptações possíveis.
Quanto ao transporte coletivo, vi no jornal esses dias que Porto Alegre conseguiu atrair a classe média para os coletivos oferecendo um serviço diferenciado, com ar-condicionado e micro-ônibus, por uma tarifa 50% mais cara, ajudando a desafogar parte do trânsito. Eu sou fã do transporte público, mas há tempos que não pego um coletivo. Parte minha culpa por ter um itinerário não muito organizado, parte culpa de um transporte com horários poucos confiáveis e conforto ruim. Uma ótima porém cara solução era a de trens urbanos elevados, que tentaram implantar em Poços de Caldas e não deram continuidade.
Enfim, vale mandar suas idéias para Marianne (minha esposa) e Enílson (UFRN), que são alguns dos que fazem estudos de transporte aqui em Natal.
tenho sim ima otima idéia mas vou prepara-la eu mesmo de tão otima que é .
a segurança publica nunca foi tao questionada comoesta sendonos ultimos dias.Questionam-se principalmente as falhas,especialmente da policia militar que é a emncarregada do policiamento ostensiso!
Matheus Loss Dias