Algumas notas sobre nossa ida ao FMI, Festival de Música Independente que rolou este fim de semana em Maceió, Alagoas.
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A distância entre Natal e Maceió é bem maior do que desconfia nossa vã filosofia. Pisando fundo, perdemos oito horas na estrada na ida e na volta.
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Os policiais de Recife são os mais porcos de todos. Essa é a terceira viagem consecutiva em que somos abordados pelos mesmos na busca por uma “bola”. Desta vez o extintor estava na validade, a película era legalizada e toda a documentação estava em dia. Foi quando o marginal inventou que uma das lâmpadas traseiras estava mais fraca que a outra. Mas cinco reais nos livraram facilmente do bandido fardado.
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Maceió em muito lembra Natal, com vantagens e desvantagens. Ganha com a bela orla urbana. Perde com a água um pouco amarelada que saía das torneiras. Empata na simpatia dos nativos. No fim, todos vencem.
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O Armazém Usina de Produção é uma ótima casa de show. Comporta facilmente cinco mil pessoas, com pelo menos três ambientes. O FMI montou um palco em dois deles, e no terceiro misturou um DJ a uma pequena feira e praça de alimentação.
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O equipamento de som era de primeira linha. Tanto que Raphael Bender, nosso baterista, usou quase todas as peças de bateria que o evento oferecia, sem que precisasse usar as dele mesmo. E a equipe técnica era bastante prestativa.
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Falando em nossos músicos, Gil Oliveira destacou-se pelo vozeirão e pela forma como segurou mais uma vez a onda no baixo (após mais uma ausência de Lipe Tavares). Eduardo Azevedo foi, como bem definiu Bender, o mais seguro de todos, tocando com uma firmeza ímpar. E o próprio Rapha Bender foi a pulsação de toda a brincadeira, puxando para cima todas as canções. Sinto-me pequeno demais no meio destas três feras e estou pra lá de orgulhoso de poder contar com eles.
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Wado passava o som quando começamos a montar nosso palco.
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Fizemos o show que já vínhamos fazendo em Natal ainda de divulgação de nosso primeiro disco. Deixamos as canções do segundo disco para executá-las quando já o tivermos em mãos. E acredito que agradamos pelos rápidos elogios que pudemos ouvir. Pelo menos nós ficamos bastante satisfeitos com o que apresentamos.
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Saímos de lá todos honrados e felizes de termos participado deste evento. A produção era muito eficiente, prestativa e simpática. E fizeram já no primeiro ano deste festival algo que alguns tantos demoram um certo tempo pra conseguir (quando conseguem), que é tratar com um mínimo de dignidade as atrações e o público.
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Fica aqui meu agradecimento às poucas pessoas da produção com quem pude ter contato (devido a toda correria): Safira, Claudinha Gaúcha, Calcinha, Saulo e João. Vocês estão de parabéns.
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Quem tiver interesse em conhecer o som produzido pela Experiência Ápyus, é só fazer o download das nossas canções na coluna da direita.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 26/03/06 às 20h41 nas seções Arte & Cultura. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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grande �pyus, fico feliz com o sucesso. e saudoso de mais da conta, br�der. abr�s.
o melhor da experiencia apyus sou eu. obrigada
=)
vc se sente pequeno no no meio dos demais musicos pq vc tem uma vertebra a menos
ta ligado?
Cool. � sempre bom ver que a galera t� deixando de acreditar que o que � alternativo precisa ser feio, sujo e malvado.