Como você se sentiria se o presidente de seu país desse entrevista ao New York Times defendendo um suspeito de grave assassinato e ironizasse um brasileiro que participa de um programa de doutorado em Harvard? Pois foi justamente o que o presidente do Brasil fez hoje.
Disse ele sobre o suspeito de assassinato:
“Eu não acredito que haja qualquer evidência de que o Dirceu cometeu o crime de que está sendo acusado.”
Ironizou também ele sobre um brasileiro inserido no programa de doutorado de Harvard:
“Eu não vou fazer um programa de doutorado na Universidade de Harvard. Quando eu deixar a presidência, a única coisa que quero na vida é ser tratado como amigo por todos aqueles que eram meus amigos antes de assumir o cargo.”
O suspeito de assassinato é José Dirceu. Se ainda não sabe a que me refiro, basta ler o primeiro parágrafo do artigo do Wikipedia sobre Celso Daniel: “Celso Augusto Daniel (Santo André, 16 de abril de 1951 — Juquitiba, janeiro de 2002) foi um político brasileiro. Prefeito da cidade paulista de Santo André pelo Partido dos Trabalhadores, foi assassinado em 2002. Entre os suspeitos encontram-se criminosos comuns, políticos da oposição, e o alto escalão do PT, principalmente no nome de José Dirceu. Após o início das investigações, sete testemunhas morreram, todas em circunstâncias misteriosas.”
O doutorando é Fernando Henrique Cardoso.
Não defendo aqui FHC. Mas defendo os doutorandos e/ou dotores que Lula por pelo menos 3 vezes já inseriu numa tal elite que tanto ele parece querer combater. É preciso urgentemente algum assessor chegar em seu ouvido e pedir para que ele pare imediatamente com esta postura. Educação é vital em todos os seus níveis. O Brasil precisa tanto de crianças alfabetizadas como de doutores. Quanto mais de ambos, melhor. A Coréia (a boa, não a ruim) percebeu isso algumas décadas atrás. Graças a este norte reegueu-se das ruínas da guerra e hoje é uma potência tecnológica mundial.
Muito mais nobre do que dizer que após concluir seu mandato o presidente só quer saber de descansar em São Bernardo do Campo seria ele mesmo dar um ótimo exemplo ao povo e mesmo depois dos 60 tentar concluir seus estudos.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 23/09/07 às 18h25 nas seções Política & Economia. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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Críticas construtivas são mais que bem vindas. Mas, por favor, evitem o anonimato. Contudo, cada caso será estudado em separado.






Sem querer defender o “molusco”, ou qualquer um de sua gangue, longe disso até porque nenhum desses merece, mas:
1) me parece razoável que ele tenha o direito de defender alguém que esteja sob suspeição mas, pela comoção que esse assunto ainda causa em muitas pessoas de bem, foi bastante inoportuno;
2) me parece legítimo que o sujeito opte por voltar a vida boa, depois que acabar o segundo mandato. É um direito que infelizmente lhe cabe também, mas vai de contra todo o aparente incentivo a educação que o Governo dele prega;
Disso tudo se tira a mesma conclusão e perguntas de sempre… FHC também andou falando e fazendo o mesmo tipo de merda, com outros direcionamentos e mesmas intenções. Há como racionalizar a liberdade de expressão?
As vezes me aparenta que a falta de estudo do dito cujo é um prato cheio pra potencializar suas derrapadas… Mas talvez seja só impressão…