Eu Não Acredito Contra a segregação racial
ago 28

Sempre tentei ser atencioso com os operadores de telemarketing que importunavam meu lar com suas fórmulas mágicas para salvar minha vida ou com seus pedidos de socorro para crianças que lutam contra o câncer. Tentava sempre me convencer que estava ali apenas um funcionário que vinha sendo pago para fazer aquilo e que pouca culpa tinha no cartório. Sempre explicava eu que não tinha grana no momento mas que, num dia mais feliz, quem saberia. No caso de instituições filantrópicas, sempre pedia eu que me disponibilizassem uma conta bancária para que, quando em fartura financeira, depositasse qualquer doação simbólica.

Há um mês mudei minha postura. O telemarketing está aos poucos se tornando uma prática quase tão nociva quanto o spam. De uma média de três ligações semanais passei a receber em meu escritório duas chamadas diárias. Foi quando novamente refleti que o tal funcionário que dialogava comigo era parte do sistema, e minha luta não havia de ser contra seu senhor, mas contra qualquer peça de suas engrenagens.

Resumindo: gerundiou, levou na cara. Disse algo como "a gente vai estar" e eu já desligo na cara sem choro, nem vela. Se insistir ligando novamente, leva na cara de novo. Se fizer como a garota do Unicard Unibanco que ligou ainda uma terceira vez, escuta um belo "aguarde um momento" e, se depender de mim, fica ali aguardando horas e horas.

Contudo, não que venha esbanjando, resolvi hoje cumprir a promessa de depositar um troco para as tais instituições filantrópicas quando tivesse alguns poucos reais sobrando. E assim fui ao banco com os números das contas na mão. Chegando lá, a surpresa: as contas não existiam. Ou não mais existiam. Uma desconfiança minha parecia cada vez mais concreta: possivelmente aquelas ligações eram golpes. E agora sim estou cada vez mais convicto de que a prática de bater na cara do telemarketing deve ser difundida por todo o território nacional. Portanto, encaminhe este texto para o maior número de pessoas possíveis, ou você vai estar recebendo em seu número fixo ou móvel a pior das chateações que um ser humano pode suportar.

Escrito por Marlos Ápyus

Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte

Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 28/08/06 às 5h44 nas seções Notícias. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.

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Críticas construtivas são mais que bem vindas. Mas, por favor, evitem o anonimato. Contudo, cada caso será estudado em separado.

Um Comentário para “Na cara”

  • Às 28..2006 06:30, Thiago de Góes escreveu:

    Uma vez a atendente de telemarketing me perguntou assim: qual seria o seu nome? eu disse meu nome seria Lucas, mas minha mãe mudou de idéia e pôs Thiago.

    (Obrigatório)
    (Não será publicado)
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    out 06

    Sempre julguei inconveniente se valer da expressão “eu já sabia”, mas de fato era bem previsível que hoje todos os jornais amanheceriam comemorando a “festa da democracia”. Que está muito mais para festa do que para democracia. Porque as eleições, de fato, se transformaram numa mera gincana, onde as equipes participantes, em vez de vencer corrida-no-saco ou arrecadar alimentos não-perecíveis para doação, possuem como único objetivo conquistar votos do povo. O melhor rumo a seguir? Políticas que devemos adotar? Qual candidato há de ser nosso representante nas decisões públicas? Nada disso é relevante. Vencer é o que importa, e nada mais. Se a competição fosse estourar bolas-de-encher, estariam todos os envolvidos igualmente dispostos, e teriam igualmente contribuído para o debate político junto ao eleitorado.

    set 18

    Uma criança muito feia nasce em alguma maternidade pública. O médico espantando com a falta de beleza do bebê, num lance de indelicadeza extrema, exclama diante da mãe:
    - Que bebê horrível!
    O bebê, por sua vez, vira para o médico e responde (responde!!!):
    - Horrível é o que vai acontecer com o Midway Mall em 30 de [...]

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