Para quem quer respostas sobre a Colômbia e o CSS Não tem estresse que resista a isso
mar 07

Por conta de compromissos acadêmicos com o Cefet, tenho durante dois terços do ano tido o desprazer de enfrentar aqueles que acredito serem os quatro piores cruzamentos de nossa querida cidade em seus horários mais críticos. Falo do encontro das avenidas Bernardo Vieira e Antônio Basílio com as avenidas Prudente de Morais e Hermes da Fonseca. Para entender o que eu digo, basta lembrar que neste quarteirão se encontram duas universidades (Cefet/RN e UnP), o maior shopping da cidade, o Midway Mall, e dois supermecados de grandes redes, no caso o Nordestão e o Hiper Bompreço.

Pois bem… Não raro perco de 30 a 50 minutos para percorrer  de carro estes pouco mais de 500m. Por vezes temo estar por enfrentar mais à frente um acidente automobilístico, mas a grande verdade é que em 90% das vezes sou vítima da falta de educação de nós, motoristas potiguares. Incluo-me neste grupo porque há até bem pouco tempo costumava assim agir também. Assim como?  Lembremos uma situação comum:

O trânsito está bem engarrafado. Você dirige seu carro e já se encontra na altura da  faixa de pedestres. Do outro lado do cruzamento está tudo parado, mas o sinal vai fechar e você acelera para poder cruzar a faixa sem ser fotografado. Quando menos espera, você se livrou da multa, mas não há espaço para seu carro mais à frente, ficando com seu carro no meio da pista, atrapalhando outros veículos que vinham perpendicularmente ao seu. Estes veículos, por sua vez, mesmo sem espaço para passar, aceleram até quase bater no seu, e ficam na sua orelha buzinando para que você saia do meio, sem notar que eles também agiram errado. Mas como assim “errado também”?

Eis a grande lição: não é porque o sinal está verde que você é obrigado a cruzá-lo. Você só deve cruzar um sinal verde se tiver certeza que do outro lado da avenida terá espaço para seu carro passar. Do contrário, mesmo com o sinal verde, fique parado antes da faixa aguardando um melhor momento para passar ou até mesmo o próximo sinal verde.  Provavelmente outros motoristas atrás de você buzinarão reclamando de sua atitude, mas só fazem isso por não terem a visão que você está tendo, ou porque são idiotas mesmos e acham que o certo é passar mesmo não havendo espaço. E você não quer ser um idiota como ele, não é mesmo?

Se concorda comigo e acha que esta idéia deve ser difundida, ajude a encaminhar essas palavras a outros conhecidos seus, comentem no almoço com sua família, no trabalho com seus amigos, enfim… Ajude nossa sociedade a se reeducar no trânsito.

Escrito por Marlos Ápyus \\ Tags:

Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte

Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 7/03/08 às 23h17 nas seções Atitude & Comportamento, Notícias. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.

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Críticas construtivas são mais que bem vindas. Mas, por favor, evitem o anonimato. Contudo, cada caso será estudado em separado.

4 Comentários para “Não é porque o sinal está verde que você é obrigado a cruzá-lo”

  • [...] uma vez Ápyus manda uma campanha muito [...]

    • Às 10..2008 16:53, Torrichelli Silva escreveu:

      Concordo contigo.

      Este problema começa antes da Alexandrino de Alencar. Lá, inclusive, tem um guarda da STTU que não deixa o trânsito prosseguir até ter espaço livre.

      Parabéns pela iniciativa.

      • Às 08..2008 00:53, Márcio escreveu:

        Hômi, espalhe pelos postes de Natal isso! Fuderoso!

        • Às 08..2008 01:42, Roberto Cristino escreveu:

          “Avenidas Bernardo Vieira, Antônio Basílio, Prudente de Morais e Hermes da Fonseca”! Não me fale desses logradouros porque meu peito se enche de angústia; mas é angústia pela saudade que sinto dos cinco anos e meio em que morei em Parnamirim-Natal. Cinco anos que pareceram semanas.
          Mas antes de versar sobre as coisas boas e para terminar com elas, vou analisar os fatos desagradáveis que estão em debate, que são os relativos ao trânsito de Natal. Eu não cheguei a avaliar direitinho se o congestionamento referido pode reter um veículo nessas vias cruzamentos pelos 50 minutos citados, todavia acredito que é possível. Talvez o fato de trafegar célere ou lentamente pela Salgado Filho me desse tanta satisfação ou prazer, por contemplar os atavios arquitetônicos e humanos, a alma e os mistérios dessa avenida que eu, então, sublimava, em grande parte, a minha ansiedade. Lógico que eu reclamava de vez em quando de algum embaraço no fluxo dos veículos que viessem a me retardar o movimento, todavia compensava com a felicidade de estar em Natal.
          Dêem-se por felizes porque, sem explorar o tema do caos rodoviário de São Paulo divulgado pelos media eu cito a experiência do trânsito num certo distrito, onde muitas “cidades” convergem para o centro de sua metrópole por apenas uma rodovia no início do dia e voltam no crepúsculo de tristeza, nesse antiuniverso, com a vista árida de cercas que envolvem os cardos e o árido cerrado, sem nobres praças eternas, abortadas pela conjuntura mercantil das construtoras efêmeras pertencentes aos ignóbeis, sócios dos ladrões estatais da ocasião; sem casas com alpendres cercados por grades com arabescos, sem vendinhas com beiju, e ladeadas por paredes com o revestimento do verde limo da tradição ou margeadas por faces parietárias cinzentas que não quebram a monotonia quadrada com arcos, peristilos ou ogivas de surrealismo mórbido e irracional, sem mistério e sem alma,
          Votando a Natal, no Cruzamento dos trilhos do trem, pela Bernardo Vieira, muitos motoristas não consideram sua condição humana sob o aspecto de sua dignidade, pondo-se como imbecis, ao se colocarem apenas como um índice de probabilidade estatística em um jogo de uma roleta-russa rodoviária ao passarem pela ferrovia sem parar o veículo ante o cruzamento para avaliar o movimento transversal do pesadíssimo e rijo comboio ferroviário. E ainda não fazem separação com o veículo à sua frente, mesmo sob a construtiva idéia da indução à segurança do precatado motorista predecessor.
          Que o solo do Nordeste absorva e escoe bem o excesso das águas das chuvas recentes, e que elas se armazenem, também, muito bem, ou se distribuam racionalmente ao longo dos meses do ano, sinalizando-se como uma dádiva divina que só será paga com o despertar do espírito humanitário ou, pelo menos, do espírito de justiça dos seus governantes e empresários, pagando melhores salários para aqueles trabalhadores que o ajudam a enriquecer.

          Roberto Cristino

          (Obrigatório)
          (Não será publicado)
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          out 06

          Sempre julguei inconveniente se valer da expressão “eu já sabia”, mas de fato era bem previsível que hoje todos os jornais amanheceriam comemorando a “festa da democracia”. Que está muito mais para festa do que para democracia. Porque as eleições, de fato, se transformaram numa mera gincana, onde as equipes participantes, em vez de vencer corrida-no-saco ou arrecadar alimentos não-perecíveis para doação, possuem como único objetivo conquistar votos do povo. O melhor rumo a seguir? Políticas que devemos adotar? Qual candidato há de ser nosso representante nas decisões públicas? Nada disso é relevante. Vencer é o que importa, e nada mais. Se a competição fosse estourar bolas-de-encher, estariam todos os envolvidos igualmente dispostos, e teriam igualmente contribuído para o debate político junto ao eleitorado.

          set 18

          Uma criança muito feia nasce em alguma maternidade pública. O médico espantando com a falta de beleza do bebê, num lance de indelicadeza extrema, exclama diante da mãe:
          - Que bebê horrível!
          O bebê, por sua vez, vira para o médico e responde (responde!!!):
          - Horrível é o que vai acontecer com o Midway Mall em 30 de [...]

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