Desde janeiro não tocávamos. E, digamos, o ensaio que fizemos nesta segunda-feira foi meio caótico, com neguinho confundindo “freio de mão” com “Frei Damião”. E eu torcia para que ocorresse conosco o feito “bolo dos Trapalhões”. Ah… Você não sabe que efeito é esse? Então senta que lá vem história.
Havia um quadro no programa dos Trapalhões em que eles tentavam fazer um bolo mas liam a receita toda errada. Onde dizia que era para bater a farinha, Didi Mocó surgia com uma cacetete e enchia a farinha de porrada. Quando falava que era para mexer até chegar o ponto, Zacarias começava a rebolar feito uma bicha louca. Era uma bagunça. Tudo dava errado e eles colocavam um bolo todo esculhambado no forno. Sabe-se lá como, minutos depois, retiravam já pronto um bolo perfeito, com cobertura e tudo mais.
Mas como eu dizia, nosso ensaio foi caótico, típico de quem não toca aquelas canções há tempos. E a amnésia rolou solta. Menos de 24 horas depois estávamos dando boa noite na Bienal do Livro de Natal. E, sabe-se lá como, o bolo já saiu do forno com direito a cobertura e tudo mais.
O palco havia sido montado entre o auditório e os estandes e nossa função era conseguir chamar a atenção dos transeuntes. E conseguimos, mesmo lutando contra uma chuva que nos distanciava do público. Arrancamos vários aplausos e ganhamos inclusive dois pedidos de bis, um deles com um cover não ensaiado do Karnak.
Estamos de volta. E com o pé direito.
Agradecimentos ao Governo do Estado do RN, Fundação José Augusto, Lei Câmara Cascudo e SAT Distribuidora de Petróleo, a Alair, Salustiano e Ana Morena (Accessus Comunicação & Eventos e Bienal do Livro de Natal); Anderson Foca (DoSol Records); Jefferson Paiva, Rodrigo Levino e Jão Saraiva (FM Tropical) por estafrem tocando nossa música “Nossa Casa” em sua programação; e a todos os amigos que compareceram após receber os convites via que enviei via Orkut.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 6/06/07 às 10h30 nas seções Arte & Cultura. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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