E foi observando o comportamento de alguns religiosos que me veio a idéia. Já me disseram que lembrava Matrix, mas, eu andei pensando, é bem diferente.
Começaria com uma garoto mal amado pelos pais, solitário, sem amigos, sem namorada, sentimental pacas, mas detentor de um talento para cálculos inigualável.
Este garoto era para lá de insatisfeito com a própria vida. Até atingir a idade adulta e começar a estudar algoritmos numa faculdade na área tecnológica.
Aprende ele que os algoritmos nada mais são que seqüências lógicas detalhadas para se executar uma tarefa. Mais ou menos como uma receita de bolo: pegue três xícaras de farinha, jogue água, bata até a massa ganhar corpo, etc.
Ah… O nome dele deveria ser algo como Daniel Evo Urbano Silva.
Muito esperto, Daniel resolve construir um sistema para desenvolver uma vida alternativa onde ele seria o oposto do que era em sua própria vida. Onde aquele garoto mal amado não existiria.
E assim ele segue. Inicia o algoritmo, chama-o de vida, declara as variáveis, e dá a primeira instrução:
faça-se a luz(”%v”, luz);
São seis dias intensos de trabalhos, criando o céu, o sol, os mares, as estrelas, as plantas, os animais, a lógica que relaciona todos estes elementos. No sétimo dia Daniel exausto pára para descansar.
O sistema é bem simples: há todo um universo paralelo bem parecido com o seu, onde a diferença é que neste ele é o maior dos seres, auto intitulado de DEUS (as iniciais de seu nome).
Algumas variáveis são programadas para diariamente repetirem mantras dizendo o quanto o ama, o quanto ele é o maior, o melhor, o bambambam. Quando uma variável dessa falha, ela é punida. Quando repete que o ama, ela é perdoada. E no geral as variáveis não falham pois recebem a promessa de um dia, quando obsoletas, ganharem o direito de se juntar a Daniel em seu universo. Caso contrário, o destinos das ditacujas será o purgatório, acá lixeira, e futuramente o inferno, acá formatação.
Ok. Neste ponto a história fica um saco com metaforazinhas eletrônicas demais, alá Wachawski mesmo. Enfim… a idéia é que as variáveis falhem demais, e que Daniel crie um um software que será tido como seu próprio filho apenas para salvar o sistema falho. Mas o software também falha e Daniel o abandona sem maiores explicações.
O objetivo era criticar a postura de alguns religiosos que tratam o próprio Deus como um garoto mal amado que apenas quer que sua cria repita infinitamente o quanto o ama. Não creio que esse tal deus exista. Mas se existisse e fosse o bambambam como pintam, duvido muito que ele fizesse questão que seus brinquedinhos estivessem todos ligados ao mesmo tempo repetindo seu santo nome em vão. Eu, no lugar dele, ao contrário, obrigaria todos a ficarem quietos em silêncio, só para poder passar o dia dormindo em paz sem que ninguém me importunasse. E ai daqueles que se metessem a cantar qualquer versinho horrível do Padre Marcelo Rossi.
Esse seria o tal conto. Mas não escreverei. Porque ia ficar uma merda. E ponto. Feliz Natal!
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 23/11/06 às 20h32 nas seções Notícias. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
A segunda parte dele depende de você. Comente, ou faça um trackback de seu site. Só não deixe de participar, contanto que se use do bom senso. A moderação é feita, na medida do possível, durante o dia, e só bloqueará comentários ricos em má-fé. Pretendo responder aos mesmos no período da noite.
Críticas construtivas são mais que bem vindas. Mas, por favor, evitem o anonimato. Contudo, cada caso será estudado em separado.






As vezes a gente precisa só de uma forcinha. Escreva o conto Marlos, escreva.
Escreve a porra deste conto! Deixa de ser besta! Mas quando escrever não mostre a ninguém, publique um livro.
Se não sair, não será por falta de incentivo… hehehehehe
Mãos - e mente - à obra!!! Bota essa bexiga pra moer!!!
Mesmo que vc achasse que ficaria uma merda, para uns não ficaria…
Mesmo que ficasse uma obra-prima, para uns ficaria uma merda…
Ou seja, não há justificativa pra não fazer.