O dia em que pus 10 mil metaleiros para cantar no show do Deep Purple

114 visita(s) | 31.01.2010 | 5h23 | Por Marlos Ápyus |
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Era a primeira música do bis. De toda a banda, só o baixista retornara ao palco. E iniciava o que parecia seu momento da apresentação, que já tivera em outros trechos solos de bateria, guitarra e teclado. Era um blues improvisado em mi menor. Eu saquei isso. Gil, grande amigo e um dos maiores fãs do Deep Purple que conheço, foi além: “ele está improvisando para começar Black Night”.

Há um riff muito famoso em Black Night. Que você confere apertando o play:

http://www.youtube.com/watch?v=QHlODWd4GeM

Do nada me veio a idéia de cantar o tal riff apenas vocalizando com a vogal “O”. E comecei sozinho a fazer o “Oh oh oh-oh, oh oh-oh, oh-oh oh-oh-oh. Oh-oh! Oh-oh.” Na segunda vez, não só Gilbamar, como a dezena de amigos que me acompanhava também o fizeram. Na terceira, já éramos um terço do público em uníssono. Quando a quarta vez chegou, todo o Chevrolet Hall (10 mil metaleiros de blusa preta) cantava o riff a plenos pulmões acompanhados do improviso do baixista que já via subir ao palco os demais companheiros de banda.

Ao sentir o entusiasmo da platéia, optou o músico por interromper seu solo e começou a tocar conosco o riff em questão. Até que uma virada de bateria deu início de vez à música.

Arrepio-me toda vez que lembro.

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  1. Ou as videolocadoras se reciclam ou tchau para todas elas

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