Em algum lugar no passado li que uma das comédias mais engraçadas de todos os tempos se chamava “Primavera Para Hitler“. Quando tive a oportunidade, aluguei o dito cujo mas não agüentei acompanhar nem 15 minutos da trama. As interpretações eram tão exageradas que não consegui entrar no clima do filme. Não sabia eu que Mel Brooks, na época um diretor estreante em Hollywood, vinha de uma tradição teatral que justificava tanta caricatura na forma como a história era contada. Em 2001 o caminho se inverteu e Primavera Para Hitler, anos depois de ter concorrido e ganhado alguns Oscar’s em 68, virou musical de sucesso da Broadway. Tantos tiros certeiros pediam para que o ciclo se fechasse, e então nasceu Os Produtores, adaptação cinematográfica da peça que por sua vez era uma adaptação teatral do filme.
Como todo “bom” musical, Os Produtores desliza aqui e ali numa música mais enfadonha com coreografia fraca, deixando a história cheia de pausas desnecessárias. Mas no geral acerta a mão no fazer rir - apesar de na maioria das vezes atacar na facilidade e no riso certo das piadas homofóbicas. Mas não posso reclamar: desde Debi & Lóide (1994) que eu não sabia o que era dar uma boa gargalhada no cinema. Pena que não foram tantas quanto as protagonizadas por mim durante o filme estrelado por Jim Carrey. De qualquer forma, Os Produtores acendem uma pontinha de esperança de que as comédias possam sair do buraco em que se encontram já há alguns anos, desde que perderam espaço enquanto entretenimento para os filmes de terror.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 2/01/06 às 6h54 nas seções Arte & Cultura, Resenhas. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
A segunda parte dele depende de você. Comente, ou faça um trackback de seu site. Só não deixe de participar, contanto que se use do bom senso. A moderação é feita, na medida do possível, durante o dia, e só bloqueará comentários ricos em má-fé. Pretendo responder aos mesmos no período da noite.
Críticas construtivas são mais que bem vindas. Mas, por favor, evitem o anonimato. Contudo, cada caso será estudado em separado.






N�o vi, mas quero e vou ver. Vi Harry Potter ontem. Lindo. Ai, Harry…
:*
Lija
pra mim o melhor de mel brooks � o jovem frankstein, com marti feldman. impag�vel. da mesma escola tem o “monti paiton”, anos depois. mas concordo com vc, t� dif�cil rir de verdade no cinema.
ah, e v� se para de falar/escrever enquanto. voc� enquanto escritor, quando escreve enquanto enquanto palavra, fica chato enquanto texto. =P
aquelas m�sicas me deram uma vontade louca de sair correndo do cinema e as piadas eram previs�veis, mas mesmo assim eu ri muito. e Uma estava linda!