Carta que “elegeu” Lula em 2002 dizia que o país não suportaria outra “década perdida”

Catorze anos depois, a carta que levou Lula ao poder soa o maior dos estelionatos eleitorais

Era 22 de junho de 2002 quando Lula aproveitou um encontro do PT para ler o texto que acalmaria o mercado financeiro, até então temeroso de um calote na dívida externa. É comum entender aquelas palavras como a estratégia que tirou a Presidência de José Serra. Catorze anos depois, todavia, percebe-se que tudo não passou de mais uma propaganda enganosa esquerdista.

Porque a desfaçatez petista já começa no título, uma vez que o documento destinado a empresários e investidores foi chamado de “Carta ao Povo Brasileiro”. E, mesmo fingindo dialogar com a população, se vê no direito de falar em nome dela sem citar qualquer tipo de fonte que justifique as afirmações. Continuar lendo Carta que “elegeu” Lula em 2002 dizia que o país não suportaria outra “década perdida”

O Escola Sem Partido chega a errar, mas o total de acertos é bem superior

Se deixar de cegueira, até mesmo a esquerda tem a ganhar com o Escola Sem Partido

Inspirado no movimento Escola Sem Partido, o Projeto de Lei do senador Magno Malta não é perfeito, mas acerta bem mais do que erra. Tais erros, contudo, se assim concordarem os senadores, podem ser vetados quando a ideia vier a ser apreciada na Casa.

Logo de cara, o segundo artigo estabelece princípios que já deveriam estar em voga, mas, na prática, são barrados justamente por interferências de correntes políticas e/ou religiosas. Ao contrário do caráter censor que vem sendo explorado por seus críticos, a lista cita por três vezes o termo “liberdade”, ampliando um leque que hoje encontra-se fechado em poucas direções. São eles: Continuar lendo O Escola Sem Partido chega a errar, mas o total de acertos é bem superior

Há 6 anos, a tese de Mercadante dizia que a Venezuela se tornaria uma nação desenvolvida

Mirando o doutorado, Mercadante defendeu que a Venezuela entrasse no Mercosul

Aloizio Mercadante Oliva é doutor em Ciência Econômicas pela Unicamp. Na tese apresentada, analisa os oito anos de Governo Lula sob o título de As Bases do Novo Desenvolvimentismo no Brasil. Apenas 6 anos depois, contudo, as 537 páginas soam datadas. Porque o país quebrou seguindo justamente as tais bases do novo desenvolvimentismo petista. E muitas constatações trazidas no texto já se comprovaram equivocadas. Para exemplificar, basta pegar o caso venezuelano.

Mercadante faz menção direta à Venezuela por 17 oportunidades. Logo de cara, enaltece os valores democráticos do continente, ressalvando o caso que eternizou Hugo Chávez na presidência em 2002:

Com efeito, observa-se, de um lado, que a maior parte dos países latino-americanos vive em regimes democráticos há cerca de duas décadas. Felizmente, foram superados os regimes autoritários e a perspectiva de retrocessos parece ser cada vez mais improvável, embora tenham ocorrido canhestras tentativas de golpes de Estado, na Venezuela e em Honduras, em períodos recentes.

Ainda analisando o continente, meia década antes da imunda eleição que, a duras penas, foi vencida pela oposição venezuelana, o ex-ministro destaca a limpeza das disputas. De quebra, ainda ignora que o próprio Chávez era um militar: Continuar lendo Há 6 anos, a tese de Mercadante dizia que a Venezuela se tornaria uma nação desenvolvida

Hillary Clinton e Donald Trump são fruto da escolha de menos de 10% dos americanos

Menos de um quinto dos Estados Unidos participou da escolha dos candidatos a presidente

O sistema eleitoral americano é confuso, finda em gestores bem mais competentes do que os brasileiros, mas há um inegável problema com a representatividade. Há quatro candidatos disputando a Casa Branca este ano, mas só Hillary Clinton e Donald Trump representam partidos com força suficiente para governar. Ambos, contudo, são fruto da escolha de menos de 10% da população.

O NY Times se dispôs a explicar o fenômeno. A nação já possui 324 milhões de habitantes, mas de cara são descartados 103 milhões de crianças, criminosos e estrangeiros sem cidadania americana. Em média, 88 milhões de cidadãos simplesmente não comparecem às urnas, enquanto outros 73 milhões não participam das primárias. Continuar lendo Hillary Clinton e Donald Trump são fruto da escolha de menos de 10% dos americanos