Vamos por partes:
Verdades & Opiniões
“Os Beatles são ótimos.”
Vejamos: os caras venderam milhões, mudaram os rumos da música, possuem músicas que povoam o imaginário de seres humanos em todo o planeta. Sim, isto é uma verdade.
“Os Beatles são péssimos.”
Por tudo dito anteriormente, isso é uma opinião.
“Lula é um bom presidente.”
Mais da metade da população aprova seu mandato. Sim… Isto deve ser uma verdade.
“Lula é um péssimo presidente.”
Isso quem pensa é uma minoria. Então entendamos como uma opinião.
“George Bush é um bom presidente.”
Se esta frase foi dita durante seu primeiro mandato, quando o mesmo conseguiu se reeleger, isso seria verdade. A partir do segundo mandato, quando sua popularidade caiu, esta frase se tornou uma opinião.
Generalizações
Em qual expressão abaixo é dita uma generalização?
- Políticos são corruptos!
- Mulheres são putas!
- O céu é azul!
Resposta: a número dois? Não. Todas elas. Se o céu a noite é preto, e no início da manhã ou no fim da tarde assume tonalidades entre o amarelo e o vermelho, de certa forma eu generalizo quando digo que o céu é azul, não é mesmo?
A diferença é que você só costuma julgar generalização aquela afirmação da qual você não concorda. Por isso, quando digo que políticos são corruptos, e você concorda com isso, você não me acusa de estar fazendo uma generalização. Então, faz favor, vão pro inferno com este papo de “ah, mas você está generalizando!” Sim, estou sim. Quando digo que “políticos são corruptos”, além de estar dizendo uma verdade, estou falando de uma forma geral. Porque sei, e sei que você sabe, que existem uns dois ou três políticos honestos (sim, isto é uma ironia).
Se eu digo que “os homens são idiotas”, você realmente acha que eu conheço os 3 bilhões de machos que povoam o planeta Terra? Então por que diabos você age como se eu conhecesse e vem me acusar de “estar generalizando”? Lógico que estou falando “de maneira geral”.
Então combinemos o seguinte: para evitar que eu passe minha vida toda iniciando minhas verdades ou opiniões com “de maneira geral”, para todas as ocasiões eu estarei generalizando, até que eu deixe claro que “sem exceção” bateristas são cornos, por exemplo.
Preconceitos
Sim. Sou preconceituoso e muito. Se eu for a Nova York algum dia, irei com o prévio conceito de que encontrarei uma cidade que me fascinará. Assim como se um dia for a São Paulo, irei com o prévio conceito de que sentirei medo em suas ruas. Para o bem e para o mal sou preconceituoso. Vivemos na democracia, ou ditadura da maioria. Se a maioria dos médicos são arrogantes, respeitarei a vontade da maioria e me defenderei dos mesmos como se todos fossem arrogantes. Se a maioria dos estudantes de filosofia pouco se importa com seu visual, respeitarei a imagem criada por sua maioria, generalizarei e tratarei os mesmos como sujos.
Injustiças com as minorias? Talvez. Mas fazer o quê? Democracia é a ditadura da maioria. Eu não votei em Lula e estou aceitando seu governo, meio contrariado, mas estou. Tudo que posso fazer, e que tento fazer, é me tornar maioria angariando adeptos de minhas idéias. Se estudantes de filosofia asseados se incomodam por serem tratados como sujos, ajam de forma a fazer seus iguais tomarem banho.
Ironias
Ironia falada é massa. Porque você usa tons diferentes em sua voz, vira os olhos, faz gestos com as mãos como se fossem aspas, etc. Ironia escrita só atrapalha. Sempre que agir ironicamente ao escrever, buscarei deixar claro como fiz no início deste texto, ou simplesmente acrescentando aspas. Mas confesso que não sei se lembrarei de agir assim todas as vezes. Portanto, perguntem-me, e não se sintam obrigados a me ou se desculpar caso entendam mal alguma ironia que eu escreva.
Fim da 1ª Parte | Início da 2ª Parte
Acaba aqui a primeira parte deste texto que foi publicada dia 18/02/08 às 1h02 nas seções Mídia & Comunicação. Você pode acompanhar qualquer resposta a este texto através do link de RSS 2.0.
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rapaz, eu me sinto mais seguro em são paulo do que em recife. pelo menos a sensação de segurança, digo. preconceito besta pow =P