facebook
Ir para o conteúdo

Mês: março 2016

Gráfico mostra que as pedaladas fiscais de Dilma não ocorreram em governos anteriores

Quando, por unanimidade, o TCU reprovou as contas de Dilma Rousseff, o relatório preparado por Augusto Nardes já desmentia a lorota gritada novamente pela presidente nesta semana, quando argumentou que pedalada fiscal seria algo comum em todos os governos que a antecederam.

Para provar, o relator apresentou o gráfico abaixo. Nele, nota-se que de fato houve casos em que o governo brasileiro fechou o mês no vermelho, mas em valores ínfimos decorridos de erros de expectativas e que logo eram quitados pelos cofres públicos. Algo bem diferente do que ocorreria a partir de junho de 2013.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Sindicato pagou R$ 300 para manifestantes participarem de ato contra o impeachment de Dilma

Sempre que algum protesto a favor do governo surge, as redes sociais se enchem de “circulares” que entregam o oferecimento de dinheiro para que manifestantes participem dos atos. Mas a autenticidade destes documentos sempre levanta suspeita. Desta vez, a CBN entrou em campo e apurou que de fato se trata de um convite real.

Conforme é possível ver na imagem mais abaixo, o SINTE/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública do Ensino do Estado de Santa Catarina) ofereceu o que chama de “ajuda de custo” no valor de R$ 300,00 para quem quiser lotar dois ônibus que teriam como destino o protesto marcado para hoje em Brasília. Também seria custeado o deslocamento até o local do embarque.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Manifestantes escondem com fita o nome de Temer na bandeira reciclada da campanha de Dilma

O flagra foi feito pelo Estado de Minas nos protestos contrários ao impeachment de Dilma desse 31 de março. Na imagem, nota-se que reutilizam a mesma bandeira que da campanha que garantiu o segundo mandato à presidente. Ironia do destino, precisaram esconder com uma fita vermelha o nome do vice-presidente.

Quem sabe assim os jornalistas governistas se lembram de que Michel Temer também recebeu os mesmos 54,5 milhões de votos de Dilma? Afinal, a foto do peemedebista apareceu em toda a propaganda petista – e nas urnas eletrônicas.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Enquanto compromete R$ 50 BI contra o impeachment, Dilma corta R$ 6 BI da Saúde e Educação

Dilma já não se importa com as leis, muito menos com a opinião pública, o que torna tudo mais perigoso, uma vez que ainda detém muito poder na caneta. Enquanto tenta se livrar do impeachment comprando – com orçamento de R$ 49,4 bilhões – votos do PSD, PTB, PR, PDT e PP, a presidente do Brasil corta R$ 6 bilhões dos recursos da Saúde e Educação. O valor representa quase 30% do corte extra de R$ 21,2 bilhões prometido pelo Ministério da Fazenda na semana passada.

Mas a conta para se safar da queda pode crescer ainda mais. A expectativa é de que Dilma mantenha apenas três dos seis ministros peemedebistas nos cargos atuais. E a cadeira de Marcelo Castro seja entregue ao PP, hoje com a terceira maior bancada da Câmara.

Só o Ministério da Saúde movimenta um orçamento de R$ 88 bilhões.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

VÍDEO: Jandira Feghali chama Dilma de honesta e arranca risadas na Comissão do Impeachment

A comissão que avalia o pedido de impeachment de Dilma Rousseff viveu nessa quarta um de seus dias mais produtivos. Os 65 parlamentares ouviram a aula de Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal sobre os crimes cometidos pela presidente do Brasil. O tópico sério deixou o clima tenso, mas Jandira Feghali, ainda que involuntariamente, protagonizou uma breve tragicomédia.

Em dado momento, a deputada federal pelo PCdoB arriscou chamar Dilma de honesta. E instantaneamente arrancou risadas dos demais membros da comissão. Além da TV Câmara, a Globonews transmitiu a piada ao vivo para todo o país:

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Sob o comando de Lula, o PT acompanhou 50 pedidos de impeachment contra Collor, Itamar e FHC

A conta foi feita por José Casado, no Globo, e lida no Senado por Ana Amélia. Foram 29 pedidos contra Fernando Collor, quatro pedidos contra Itamar e 17 contra Fernando Henrique Cardoso, sendo um deles com apenas três meses após o início do segundo mandato. O colunista chega a dizer que o PT teria apoiado todos os 50 pedidos. Fato é que, se discordou de algum, o partido não fez questão de propagar o posicionamento.

Na média, houve um pedido a cada três meses. A senadora do PP fez questão de lembrar no parlamento que em nenhumas dessas 50 oportunidades, algumas delas como protagonista, o PT tratou a iniciativa como golpe. Hoje, do outro lado do processo, Dilma, Lula e todo o petismo não se cansam de repetir que estariam sendo vítimas de uma conspiração.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Por que a imprensa brasileira em peso interpretou errado o texto de Sérgio Moro?

É verdade que, em ofícios anteriores, Sérgio Moro já se fez mais claro e direto. Mas também é verdade que o juridiquês é capaz de produzir textos muito mais confusos. E quem vive de cobrir o judiciário está acostumado a eles.

Ontem, o juiz que coordena a Lava Jato na primeira instância enviou o seguinte parágrafo ao STF:

“Diante da controvérsia decorrente do levantamento do sigilo e da r. decisão de V.Ex.ª, compreendo que o entendimento então adotado possa ser considerado incorreto, ou mesmo sendo correto, possa ter trazido polêmicas e constrangimentos desnecessários. Jamais foi a intenção desse julgador, ao proferir a aludida decisão de 16/03, provocar tais efeitos e, por eles, solicito desde logo respeitosas escusas a este Egrégio Supremo Tribunal Federal.”

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

O deputado que conduziu o impeachment de Collor foi cassado por erro grotesco da Veja

Em 1993, Ibsen Pinheiro era o nome que o PMDB gostaria de emplacar para vencer Lula nas eleições do ano seguinte. O peemedebista havia ficado famoso ao conduzir com certa firmeza, na Presidência da Câmara, todo o processo de impeachment que daria fim ao governo Collor. Mas uma prova entregue à Veja por Waldomiro Diniz, então “braço direito” de José Dirceu e Aloizio Mercadante, colocaria fim não apenas à candidatura, mas a pelo menos 6 anos dos direitos políticos do parlamentar.

A verdade só veio à tona 11 anos depois em artigo escrito pelo jornalista Luís Costa Pinto, editor e chefe da sucursal de Veja em Brasília quando do ocorrido.

Duas tentativas pouco convincentes de ligar o ex-presidente da Câmara ao escândalo dos Anões do Orçamento já tinham ocorrido quando Diniz entrou em contato com a redação da revista em novembro de 1993. Queria entregar aquilo que seriam as provas necessárias para incriminar o deputado do PMDB. E apresentou sete boletos de depósitos bancários – já convertidos em moeda americana – que provavam a transferência de um milhão de dólares entre contas de Ibsen Pinheiro. Por não haver salário compatível com aquela quantia, concluía-se que os valores vinham de propina.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Rompimento do PMDB com o PT não durou 3 minutos, mas quase 13 meses

Numa tentativa de reduzir o impacto da notícia, vozes governistas gritam na imprensa que a reunião que marcou o rompimento do PMDB com o governo Dilma durou apenas 3 minutos. Mas, desta forma, a história está muito mal contada. Porque o processo todo durou quase 13 meses. E o primeiro tiro partiu do desespero da presidente.

O PMDB passou os dois anos em que Henrique Eduardo Alves comandou a Câmara aprovando praticamente tudo o que o PT queria. Mas foi o próprio Henrique quem sofreu o primeiro ato hostil: Lula surgiu durante a campanha pedindo voto ao candidato que se opunha ao peemedebista na busca pelo governo do Rio Grande do Norte. Depois desta participação no horário eleitoral, Robinson Faria virou o jogo e deixou o então terceiro nome da República, pela primeira vez em 44 anos, sem mandato.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

No impeachment de Collor, o PT apoiou a indicação de José Serra para o Ministério da Fazenda

O YouTube mantém desde 2012 o registro do Jornal Nacional que foi ao ar um dia após a votação do impeachment de Collor. Nesse edição histórica, é possível se deparar com notícias que soam inusitadas hoje em dia.

De cara, é dito que o PMDB só aceitaria participar do governo Itamar Franco se o PT também participasse. Na sequência, ouve-se Lula negar a possibilidade. Na época, o petista liderava pesquisas de intenção de votos e, a exemplo de Marina Silva em 2016, preferia manter-se na oposição apostando nas eleições seguintes. Mas o próprio telejornal acrescentaria que o Partido dos Trabalhadores apoiava a indicação de, vejam só, José Serra para o Ministério da Fazenda.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.