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Mês: março 2016

Delcídio do Amaral, Lula e Henrique Alves possuem um interesse em comum: foro privilegiado

Ao entregar tudo o que sabe sobre o Petrolão, Delcídio do Amaral reprisa o papel de Roberto Jefferson no Mensalão, ou ainda o de Pedro Collor no “Esquema PC”. Vera Magalhães, na Veja, explica que o senador petista espera conseguir assim apoio popular o suficiente para se proteger de um processo de cassação que lhe tomaria o foro privilegiado.

O mesmo foro privilegiado que Lula busca ao tornar-se ministro de Dilma. O mesmo foro privilegiado que Henrique Alves evita perder, e por isso se nega a devolver o Ministério do Turismo, mesmo com o PMDB se esforçando para deixar o governo e conseguir, via impeachment, entregá-lo a Michel Temer.

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Denúncia que atinge Aécio pode ser boa para o impeachment de Dilma

Pelo simples fato de Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Marina Silva serem os três nomes da oposição menos interessados num impeachment bem sucedido de Dilma Rousseff. Donos cada um de um projeto próprio de poder, veem num eventual governo Temer um enorme obstáculo às suas pretensões presidenciais em 2018.

No caso de Aécio, ainda com o nome em boa conta graças aos 51 milhões de votos recebidos em 2014, há ainda o interesse maior numa cassação da chapa Dilma/Temer via TSE, o que adiantaria a convocação de novas eleições. Foi apostando nessa alternativa que o senador mineiro se negou por meia dúzia de vezes em 2015 a dar o devido apoio ao mesmo processo que derrubou Collor em 1992. Em novembro do ano passado, o tucano chegou a reconhecer: “O impeachment não pode ser a pauta e o projeto de qualquer partido político, e nunca foi para nós do PSDB”.

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Mais prejudicial ainda seria Janot fingir que investiga Dilma

Em Paris, Rodrigo Janot vem evitando, segundo o Valor Econômico, comentar a possibilidade de abrir uma investigação envolvendo Dilma Rousseff. A presidente foi citada 72 vezes na delação premiada de Delcídio do Amaral.

Nas redes sociais, aposta-se que o procurador-geral da República, dado o seu histórico recente, não tomará qualquer atitude contra a petista. Mas ele deve ser mais esperto do que isso e investigará a presidente. O que não significa que fará uma investigação eficiente ao ponto de complicar a vida daquela que garantiu-lhe a recondução ao cargo ainda ano passado.

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O PT tenta emplacar a versão de que Lula aceita virar ministro graças a apelos de Dilma

Há um esforço por parte do governo em fazer parecer que a nomeação de Lula a um ministério – qualquer um – seria fruto de um apelo por parte da Presidência da República, que o ex-presidente era contrário à ideia, mas vem aceitando-a como destino inevitável. Como quase tudo que sai do PT, esse papo tem cheiro de versão que o partido gostaria de emplacar.

A bomba está armada: é Lula assumir qualquer pasta e as redes sociais explodirem aos berros de que o ex-presidente voltou para Brasília com medo da justiça de Sérgio Moro. Mais do que isso, há o risco de essa leitura implicar no mais convincente pedido de impeachment de Dilma – por interferência na independência dos poderes.

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Por que não prenderam Mercadante da mesma forma que prenderam Delcídio?

A questão foi levantada por Rubens Bueno. De acordo com o material publicado no Estadão, uma vez que o caso soa “igual ao do Delcídio“, o líder do PPS quis saber da Procuradoria-geral da República “como prendem Delcídio e não prendem Mercadante?

As suspeitas mais uma vez recaem sobre o trabalho de Rodrigo Janot. A sede com que o procurador vai para cima dos adversários de Dilma em nada se assemelha à reservada aos aliados. E Aloizio Mercadante, ao lado de José Eduardo Cardozo, Edinho Silva e Nelson Barbosa, completa o time dos mais próximos da presidente, mesmo que em funções cada dia mais distantes.

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