facebook
Ir para o conteúdo

Mês: fevereiro 2018

Verba recuperada pela Lava Jato ajudará a reformar escolas do Rio de Janeiro

A Lava Jato original, aquela que é tocada de Curitiba, já recuperou R$ 11,5 bilhões aos cofres públicos, mas a conta pode subir muito. Com as multas aplicadas, os resgate pode se aproximar dos R$ 40 bilhões. Para se ter uma noção deste volume de dinheiro, era o que a CPMF arrecadava anualmente do povo brasileiro quando finalmente chegou ao fim.

No Rio de Janeiro, o trabalho da operação ainda está no início e “apenas” R$ 451,5 milhões foram recuperados com acordos de delação. Contudo, tem sido de grande serventia. Deste montando, R$ 250 milhões permitiram, ainda em 2017, o pagamento atrasado do 13º salário atrasado de 146 mil aposentados.

Em 2018, parte da diferença será utilizada para reformar escolas públicas no Rio de Janeiro. E os promotores fazem questão de ressaltar que tais valores não podem ser subtraídos do orçamento já em prática no estado – ou seja, é algo a se somar.

É um modelo que prova que o combate ao crime pode – ou mesmo deve – compensar. Sozinho, não há de salvar o Brasil. Mas ao menos mostra o caminho a ser seguido.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Mais de 12 milhões de venezuelanos gostariam de fugir da ditadura bolivariana

Apesar de noticiar a calamidade vivida pelovenezuelano após o bolivarianismo transformar o país numa ditadura, a imprensa vinha faltando com empenho para detalhar o fluxo migratório daqueles que fogem de mais um experimento socialista fracassado. Quando o Wall Street Jornal finalmente foi aos números, o estrago já estava feito. Desde que Hugo Chávez chegou ao poder, por volta de 3 milhões de pessoas abandonaram o país, 40% disso apenas entre 2016 e 2017.

Para efeito de comparação, a crise europeia contabilizou até 2016 por volta de 2,3 milhões de imigrantes buscando asilo além das fronteiras de seus países. Se 600 mil sírios tentaram refúgio na Alemanha, por volta de 550 mil venezuelanos foram atrás de socorro na Colômbia.

Até fevereiro de 2018, quarenta mil refugiados tinham chegado ao Brasil. Um número substancialmente menor para um país de proporções continentais, mas extremamente problemático para um estado como Roraima.

Em 2018, a economia da Venezuela equivalerá à metade do tamanho observado em 2013, quando Nicolás Maduro venceu a eleição presidencial. Uma pesquisa em âmbito nacional descobriu em dezembro de 2017 que 40% dos entrevistados queriam tomar a mesma medida drástica dos 10% que já fugiram. É um indicativo de que a crise pode estar apenas começando.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Após 15 anos, fortuna declarada por Lula era 11 vezes maior

Quando se candidatou a presidente em 2002, Lula declarou um patrimônio de R$ 422,9 mil. Quatro anos depois, quando garantiu um segundo mandato, a fortuna já estava avaliada em R$ 839 mil. Após oito anos na Presidência da República, o petista havia oficialmente se tornado milionário, com R$ 1,9 milhão declarado ao fisco.

Mas a conta bancária engordou mesmo no momento em que virou “palestrante”. Em 2015, o ex-presidente declarou bens que somavam R$ 8,8 milhões. No final de 2017, o inventário do casal Lula da Silva fechou a conta em R$ 11,7 milhões, um número 27 vezes superior ao observado em 2002.

Ainda que aqueles R$ 422,9 mil sejam corrigidos pelo IPCA, observa-se um crescimento acima dos mil porcento.

A defesa sempre alegou que os ganhos desta década seriam lícitos e oriundos das palestras que o petista vendia a 200 mil dólares. A operação Lava Jato investiga se tudo isso não passou de uma forma de lavar dinheiro nascido do tráfico de influência junto ao governo Dilma Rousseff.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Em 13 anos, gestões petistas gastaram quase um bilhão de reais com cartão corporativo

O Banco do Brasil trata o “Cartão de Pagamento” como um instrumento que desburocratiza bastante o pagamento de bens, serviços e despesas autorizadas por parte do Governo Federal. E mais: “permite total acompanhamento das despesas realizadas com os recursos do governo, facilita a prestação de contas e oferece maior segurança às operações“. Contudo, na prática, a teoria é outra.

De acordo com o Portal da Transparência, em valores atualizados pelo IPCA, de janeiro de 2003 a abril de 2016, as administrações petistas consumiram R$ 969,5 milhões só com os chamados “cartões corporativos”. Deste montante, não é informado o destino de 43,5% da verba (R$ 411,1 milhões) com a desculpa de que seria “para garantia da segurança da sociedade e do Estado“.

Reeleito, o governo Lula seria o que mais abusaria do recurso, quando gastaria em 2007 o que equivalia a R$ 130 milhões ao fim do governo Dilma. Mas apenas 21,3% dessa quantia foi queimada sob sigilo. No ano seguinte, a imprensa finalmente se pautaria pelo tema, transformando-o em escândalo, e a proporção de despesas ocultas, que vinham em queda desde FHC, nunca mais seria a mesma. Desde então, os recordes pertenceriam a dois anos eleitorais: em 2010, o Executivo utilizaria R$ 117 milhõess; em 2014, nada menos que 53,5% dos R$ 74,7 milhões consumidos seriam mantidos em segredo.

Implementados em 2002, os Cartões de Pagamento do Governo Federal seriam explorados por 60 servidores no último ano do segundo mandato de FHC. E iniciariam o mandato de Lula atendendo às urgências de 209 funcionários públicos. Mas só ganhariam as manchetes quanto 10.065 auxiliares do Planalto se esbaldariam em 2008. Desde então, o número enfrentaria uma lenta queda, todavia nunca abaixo dos 6.535 somados em 2015. No ano seguinte, em apenas quatro meses, mesmo com férias, carnaval e semana santa, o que restava de governo Dilma possibilitou a 3.287 funcionários fazerem uso de R$ 13,3 milhões destes gastos diretos.

Naquele 2008, Matilde Ribeiro, petista à frente do Ministério da Promoção da Igualdade Racial, seria demitida por ter sido ela a que mais explorara o crédito fácil no ano anterior. Entretanto, gastos esdrúxulos, como reformas em mesas de sinuca, presentes de camelô, compras de ursos de pelúcia ou mesmo diárias no Copacabana Palace comprovariam que o desvio de funcionalidade era enorme. Até mesmo Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do então presidente, seria flagrada abocanhando R$ 55 mil entre abril e dezembro de 2007.

Em 2016, até o mês de abril, com R$ 4.148.971,99 utilizados, foi justo a Presidência da República o órgão a mais explorar a ferramenta. Quase metade da quantia cairia no colo da ABIN, a mesma ABIN que findaria sob suspeita de ter espionado ministros do STF e membros da oposição, além do próprio presidente Temer. Quanto aos R$ 1.938.399,73 utilizados nos últimos meses da gestão Dilma, seguiam 100% sob sigilo naquele outono.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Só há risco de o PT voltar porque o governo Temer dialoga pessimamente com o Nordeste

No levantamento publicado em 31 de janeiro de 2018, o Datafolha pediu aos entrevistados uma nota para o governo Temer. Houve uma inédita melhora, subindo de 2,3 para 2,6 no intervalo de dois meses. Mas não havia nada a comemorar, uma vez que a escala ia de zero a dez.

Zero, inclusive, foi a avaliação mais repetida, sendo a resposta de 43% dos sabatinados. Mas chegou a 49% entre mulheres. A 50% entre adultos de 45 a 59 anos. E a impressionantes 55% no Nordeste.

Isso mesmo. Mais da metade dos nordestinos dão nota zero ao governo Temer. Neste recorte, a avaliação média do Governo Federal não passa de 2.

É um alerta que não pode ser ignorado. Trata-se da região mais interessada numa volta do PT à Presidência. A baixíssima avaliação recebida dá a entender que o diálogo do PMDB com o nordestino tem sido péssimo. E só a ausência de uma alternativa viável poderia referendar por lá a volta de um projeto tão corrupto ao poder.

Ainda há tempo para trabalhar isso. Mas é preocupante.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.