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A estratégia de Dilma é estourar o prazo legal para o impeachment

Ricardo Lewandowski será presidente do STF até setembro. O processo de impeachment, comandado pelo presidente do STF no Senado, tem até novembro próximo para se concluir, do contrário, Dilma Rousseff volta ao poder sem ser julgada.

Havia a dúvida se a estratégia do PT miraria a conclusão da votação sob os cuidados do primeiro membro indicado ao STF pelo partido depois de denunciado o Mensalão, ou se preferiria protelar tudo até estourar o prazo constitucional de 180 dias.

Pelos recentes movimentos, resta claro que o Partido dos Trabalhadores optou pela segunda alternativa. De fato, é a que parece mais certeira: alimenta-se todo tipo de chicana, ganha-se tempo enquanto o governo Temer se desgasta com a opinião pública e gera o clima, senão para reverter votos, ao menos para que Dilma retorne com a sensação de “ruim com ela, pior sem ela”.

Mas o plano só funcionaria com o enfraquecimento do presidente em exércio. Para isso, nada melhor do que Rodrigo Janot, com mandato renovado em 2015 por Dilma Rousseff, partir para cima do PMDB, ainda que com provas pouco convincentes contra os envolvidos. De quebra, se engana Teori e consegue a prisão de Renan Calheiros, joga a Presidência do Senado no colo de Jorge Viana, senador petista que queria Lula xingando Sérgio Moro de bandido – para provocar uma prisão por desacato e transformar toda a Lava Jato num enorme circo político.

Sorte do Brasil que ainda há juízes em Brasília. Que, mesmo protelando a devolução de Lula a Sérgio Moro, sentiram o cheiro da manobra e resolveram combatê-la com o esporte que mais praticam: o empurrão da decisão com a barriga.

O PT é uma organização perigosa não pelo que prega, mas por o que seus ouvintes ignoram. Após 13 anos, deixou o poder lamentando não ter aparelhado as forças armadas. De novo: as forças armadas! E quantos cidadãos estão de fato chocados com essa postura?

Mais do que defender o governo Temer, o brasileiro precisa manter esse grupo longe das canetas que decidem o futuro do país. Ou simplesmente não haverá futuro.

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