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A Lava Jato conseguiu: políticos e empresários estão com muito medo do caixa 2 nessa eleição

Restando apenas três semanas para o início das eleições, Fernando Haddad possui apenas R$ 60 mil para buscar um segundo mandato consecutivo. O número soa ainda menor ao se considerar que se trata do prefeito da cidade que possui o maior teto de gastos do país. Ironicamente, a quantia equivale a apenas 0,13% dos R$ 45 milhões que a lei permitirá investir no primeiro turno, ou 0,3% dos R$ 20 milhões que o Partido dos Trabalhadores acredita ser possível arrecadar – a mesma meta mirada pelos rivais do PSDB.

As dificuldades não nascem apenas dos novos rumos da lei, que limita os gastos a 70% da campanha mais cara de 2012, e impede doações de empresas. Porque se trata de um setor que sempre usou e abusou de caixa 2. Mas, agora em 2016, a história é outra. De um lado, políticos sabem que a fiscalização sobre a origem da verba será maior que a média histórica. E os mais endinheirados temem que findem na cadeia como tantos empresários que foram detidos por operações da Polícia Federal desde 2013.

Ao que tudo indica, o efeito colateral deve ser ótimo. Mesmo antes de assumirem o cargo, os candidatos precisarão comprovar que são bons gestores. Se a lógica prevalecer, vencerá aquele que fizer mais com menos.

E pensar que, ao menos uma dezena de vezes, com o oito PT participando de oito delas.

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