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A mesma CGU que quer ser recriada ajudou Dilma a enfraquecer a Lava Jato

Há poucos dias, em artigo intitulado “As ‘Medidas pela Corrupção’”, Diogo Castor e Carlos Fernando dos Santos, procuradores por trás da Lava Jato, enumeraram cinco tentativas recentes de se enfraquecer a operação. Duas delas já lograram êxito, ambas partindo de Dilma Rousseff. A primeira diz respeito às alterações nos acordos de leniência feitas em dezembro passado. Sobre essa medida provisória, escreveram:

No presente momento, no Brasil, começam a surgir projetos de lei com a mesma finalidade de embaraçar as investigações dos crimes do colarinho branco.

De início, a Medida Provisória n.º 703/2015, que no apagar das luzes do último ano institucionalizou o “acordão” entre as empreiteiras, prevendo a possibilidade de acordo de leniência sem exigência do real compromisso de autoincriminação, com a facilitação do pagamento pela empresa de indenização em prejuízo da vítima e sem a necessidade do fornecimento de informações de fatos novos.

A MP 703/2015 foi assinada por Dilma Rousseff em 18 de dezembro do ano passado, quando o processo de impeachment já havia sido recebido por Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados. Na ocasião, Valdir Simão, o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, se posicionaria dando pleno apoio à iniciativa da presidente:

A redação atual dá entendimento de que só poderia ser feito [acordo de leniência], no caso de conluio, com uma das empresas. Estamos permitindo que mais de uma empresa possa participar do acordo de leniência no caso de conluio.

O que é a Controladoria-Geral da União? É a mesma CGU que Michel Temer, uma vez na Presidência da República, transformou em Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. É a mesma CGU que a esquerdista Folha de S.Paulo chama de “principal órgão nacional de transparência e combate à corrução nos governos FHC, Lula e Dilma Rousseff“. É a mesma CGU que vem exigindo a perda o status de ministério – ou a volta como “controladoria” – com um argumento questionável de que fora enfraquecida ao não mais ter ligação direta com a Presidência da República.

Bom… Quando tinha ligação direta com o Palácio do Planalto, foi usada para implementar uma “medida pela corrupção” e enfraquecer a operação policial que virou o mundo político do avesso. Quem diz isso é a própria Lava Jato.

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