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A proposta de Dilma, caso vença o impeachment, é o mesmo “pacto” já prometido e não cumprido

Os primeiros pactos de Dilma não chamavam muita atenção. Pregavam, em 2011, contra a “guerra monetária” e, em 2012, a favor da “alfabetização na idade certa“. Mas, em 2013, com os protestos de junho, e ainda contando com a ajuda de uma imprensa quase completamente servil, a presidente faria uma barulho com “5 pactos” e um “plebiscito constituinte”.

Claro, dariam em nada, eram meras tentativas de aproveitar a crise para emplacar pautas vermelhas. O que não a impediria de, depois de reeleita em 2014, voltar com um “pacto” contra a corrupção. Contudo, a Lava Jato aproveitaria o ano de 2015 para desmontar qualquer farsa, ao ponto de Fernando Henrique Cardoso elevar o tom e acusar a presidente de buscar um “pacto com o demônio” para se salvar do impeachment.

E como a petista tenta agora se livrar do processo? Prometendo novos pactos, conforme dito ao Estadão:

“Digo qual é o meu primeiro ato pós votação na Câmara. A proposta de um pacto, de uma nova repactuação entre todas as forças políticas, sem vencidos e sem vencedores. Seja pós Câmara mas também pós-Senado, sobretudo. No pós senado é que isso será mais efetivo.”

Com um áudio encaminhado a um contato errado no Whatsapp – ou você nunca cometeu erro semelhante? –, Michel Temer passou muito mais segurança ao mercado, à classe política e ao eleitor.

Dilma não deve derrotar o impeachment. Mas a entrevista serviu para confirmar que o Brasil está optando pelo caminho certo.

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