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Afastamento de Dilma Rousseff exigiu 8,5 vezes mais tempo do que o afastamento de Collor

O pedido de impeachment de Fernando Collor de Mello foi feito pela OAB em 1º de setembro de 1992. Coincidentemente, foi também num setembro, mas no dia 17, que Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior entregaram o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, isso ainda no ano passado.

Contudo, Collor seria afastado apenas 28 dias depois. Dilma Rousseff, com todas as chicanas e queima de recursos públicos, resistiria por intermináveis 238 noites, devolvendo o Palácio do Planalto apenas após a mais longa delas, que consumiria 20 horas de uma sessão no Senado, em 12 de maio de 2016.

O impeachment deste ano utilizou-se de 8,5 vezes mais tempo para atingir o mesmo resultado que o processo de 1992. E isso, claro, implica em custos não só políticos, mas financeiros.

Se há alguma contrapartida, pode receber o nome de segurança jurídica. Aos olhos da história, será bem mais complexo chamar de “golpe” um processo que consumiu meses. Ainda mais quando a acusação parte daqueles que chamavam de “vitória democrática” o processo anterior, concluído em semanas.

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