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Após 7 anos, não há brasileiras na lista das mais poderosas do mundo

O governo Dilma Rousseff de fato ajudou a mulher brasileira a se destacar ou tudo não passou de uma poderosa peça de marketing do PT? A atualização do ranking da Forbes com as 100 mulheres mais poderosas do mundo conta a favor da segunda alternativa. Pela primeira vez desde 2009, o Brasil não aparece representado na lista.

Em 2010, a própria Dilma, juntamente com Gisele Bündchen, seria listada. Em 2014, a dupla ganharia o reforço de Graça Foster, então presidente da Petrobras, no 16ª lugar. No ano passado, a presidente seria a única brasileira, mas cairia da quarta para a sétima colocação. Agora, apenas três anos após figurar como segunda colocada, despenca mais de 93 posições e simplesmente some do ranking.

Com quase metade do elenco (48 mulheres), os Estados Unidos são a nação mais presente na lista. O Reino Unido, com seis nomes, aparece na segunda colocação. Empatados em terceiro, China e Índia, com quatro representantes cada. Dos países vizinhos de continente, só o Chile, com Michelle Bachelet, é citado. Mas a lista ainda tem conquistas inesperadas para o ocidente, como Nepal, Nigéria, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (duas vezes).

Mesmo não tendo nomes femininos assumindo ministérios, o governo Temer pode ajudar a reverter essa situação em 2017. Após críticas, é verdade, o presidente em exercício nomeou Maria Silvia Bastos Marques para a presidência do BNDES, e Ana Paula Vescovi, a primeira mulher a ocupar a Secretaria do Tesouro Nacional.

São cargos bem menos badalados que a presidência da Petrobras ou do país, mas são duas profissionais bem mais qualificadas para a função.

Boa sorte a elas.

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