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Após quase 15% de queda em 2015, importações tombam mais de 32% no acumulado de 2016

Desde que o governo passou a reconhecer a existência de uma crise econômica (algo que só aconteceria após assegurada a reeleição de Dilma Rousseff), o noticiário político vem fazendo bastante confusão a respeito dos resultados da Balança Comercial brasileira. O saldo positivo, apesar de bastante festejado pela imprensa, costuma mascarar o buraco no qufal o país está metido.
Em abril de 2015, era noticiado um leve déficit ocorrido na segunda metade do mês. Na ocasião, chamava atenção o tombo de 14,6% nas importações, com o Brasil tendo força para importar apenas US$ 784 milhões por dia útil.
Um ano depois, a queda se acentuou, atingindo assustadores 32,5% de baixa, e minguados US$ 528 milhões por dia útil. Mas, como as exportações enfrentaram uma redução menor (apenas 3,3%), o noticiário celebra um saldo positivo de US$ 3,58 bilhões no acumulado do ano.
A leitura mais sensata aponta para uma drástica queda na atividade econômica. A depender do mês, exportadores superam importadores, e vice-versa. Mas, independente do saldo na Balança Comercial, o Brasil continua sendo deixado para trás.

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