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As chicanas de Dilma já garantiram a ela um mês a mais como presidente

Em 2 de junho passado, o impeachment de Dilma Rousseff estava marcado para concluir os trabalhos junto à Comissão Especial em 12 de julho de 2016. Quatro dias depois, a defesa da presidente afastada conseguiria que a presidência da comissão voltasse atrás na decisão e o cronograma passou a apontar uma conclusão no próximo 2 de agosto. No dia seguinte, Ricardo Lewandowski garantiria à petista o direito de convocar 48 testemunhas. Uma semana depois, o presidente do STF aceitaria o uso de uma perícia externa exigida por José Eduardo Cardozo. Agora, saiu um novo cronograma, e com ele a promessa de que o parecer será votado em 9 de agosto de 2016. A votação final, no entanto, ainda não possui data.

Em apenas 20 dias, as chicanas de Dilma garantiram a ela uma sobrevida de quase um mês. Há ainda uma boa folga para seus opositores, uma vez que a lei exige que o impeachment se conclua em no máximo em 180 dias, ou até a primeira quinzena de novembro. Mas nunca se deve dar tempo ao PT.

Entre a entrega do pedido e o encerramento do processo, o impeachment de Fernando Collor de Mello consumiu 118 dias do noticiário brasileiro. O de Dilma caminha para susperar os 300 dias, um prazo duas vezes e meia maior. Nesse meio tempo, a segurança jurídica da nação segue em suspenso, a pauta no legislativo caminha a passos de tartaruga e recursos públicos deixam de ser aplicados em quem precisa para custear o circo que o PT montou.

Mesmo fora da Presidência da República, o petismo consegue ser um atraso para o país.

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