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Cardozo não fez a defesa de Dilma, mas uma cena para os futuros programas eleitorais do PT

O PT só buscaria uma chicana junto ao STF com a certeza de que não teria os votos necessários para vencer o impeachment. Mas a manobra jurídica finalmente veio, ainda que para ser derrotada por 8 a 2 na noite de ontem. O governo tenta comemorar uma brecha – forçada por Ricardo Lewandowski – que permitiria contestações futuras, mas a verdade é que o movimento pode ter sido o derradeiro tiro no pé do PT, fazendo reverberar por Brasília a certeza de que Lula não conseguirá cumprir o que prometeu na Casa Civil pirata montada no Golden Tulip.

Esgotadas as ferramentas jurídicas, coube a José Eduardo Cardozo – criminosamente rebaixado de advogado-geral da União a advogado de Dilma – espernear, gritar, gesticular, fazer todo um teatro há pouco na abertura da longa sessão que votará o impeachment de Dilma Rousseff. A elevação de tom denota que não foi feita ali uma defesa, mas a construção de um discurso a ser explorado por um PT de volta à oposição após quase catorze anos. Mesmo que não angarie qualquer voto, gerou uma cena a ser explorada em campanhas eleitorais futuras.

Como contornar o problema? Enfrentando o discurso do PT conforme vem-se enfrentando desde a origem dessa crise, em meados de 2012. As versões mentirosas do petismo só vingavam porque pouca resistência era oferecida a elas. Mas a verdade possui pernas muito mais fortes. Se Lula e sua trupe ameaçam “vir quente” como oposição, o outro lado precisa “estar fervendo”.

E a boa notícia é que já ferve.

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