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Cármen Lúcia é primeira presidente em Brasília a entender que a paciência acabou aqui fora

A fala de Cármen Lúcia na abertura do 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário soa uma defesa cega do Estado, mas é a defesa dos cidadãos brasileiros que já não mais acreditam nas instituições. Há algo de podre na Praça dos Três Poderes. E a presidente confessa sentir o odor ao afirmar que “há uma enorme intolerância com a falta de eficiência do Poder Público que nos leva a pensar como é que temos de agir para que a sociedade não desacredite no Estado“.

O problema parece ser a “intolerância“, mas esta já é uma resposta à “falta de eficiência do Poder Público“. E o motivo é muito simples: não é possível tolerar um governo consumindo 40% de tudo o que aqui se produz sem retribuir em serviços de igual magnitude. Como não há em Brasília interesse genuíno de se reduzir o tamanho da máquina, que ela ao menos seja eficiente.

Mas ela não é. Nunca foi. E a paciência aqui fora já acabou.

Diferentemente do governo Temer, ou mesmo do STF, Cármen Lúcia ao menos se tocou disso. É um começo, ainda que tardio. Bem tardio.

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