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CNN mostra a Dilma o que acontece quando a presidente não é entrevistada por um puxa-saco

Com a chegada do PT ao Palácio do Planalto, as coletivas presidenciais tornaram-se no Brasil um festival de bajulação com direito a muita vergonha alheia protagonizada por jornalistas vermelhos. Nas eleições de 2014, por exemplo, um repórter que se apresentou como Peter, do Euronews, praticamente se desculpa por trazer à tona o tema “corrupcão”. E logo é interrompido por assessores de Dilma desgostosos com a pergunta:

Mas infelizmente não pararia por aí. A petista já era a presidente mais mal avaliada da história do Brasil quando dúzias de jornalistas se espremeram para, com vastos sorrisos nos rostos, se fotografarem em “selfie” com a presidente numa cena que revoltou a ala das redes sociais mais em dia com o noticiário.

Portanto, lava a alma testemunhar Dilma calada ouvindo uma jornalista que nada a deve elaborar uma pergunta como precisa ser elaborada. Infelizmente foi preciso uma repórter estrangeira assumir a missão. No caso, Christiane Amanpour, da CNN Internacional, que a ouviu para esclarecer de uma vez por todas a lorota de que o Brasil estaria passando por um golpe de Estado.


Reconhecendo não haver forma mais branda de se reportar à presidente, Amanpour perguntou:

“Não há uma forma fácil de se perguntar: a senhora é considerada uma das piores líderes do mundo, uma das piores presidentes. Sua popularidade agora gira em torno dos 10%, isso é muito MUITO baixo. A Câmara dos Deputados decidiu aceitar o seu processo de impeachment por uma ampla maioria que surpreendeu até mesmo os seus aliados. Você não aparenta ter muitos amigos no Congresso. Você acha que conseguirá sobreviver ao impeachment no Senado?”

Na resposta, Dilma viria com a mesma conversa mole que o brasileiro já se cansou de ouvir: que um processo de impeachment não se instaura por impopularidade. Trata-se de algo que nem precisava ser dito, pois “sobram crimes” para justificar o pedido aceito pela Câmara. E nem chega a ser verdade o argumento da petista, uma vez que se trata de um julgamento político, ou seja, depende de apoio institucional para ser contornado.
Em tempo: na resposta, a presidente não confirmou que sobreviverá ao processo de impeachment que enfrenta.

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