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Com impeachment de Dilma, o PT perde três senadores e é superado pelo PSDB no Senado

Quando Dilma Rousseff chegou à Presidência da República, o Partido dos Trabalhadores conseguiu completar uma bancada de 14 senadores, seis a menos que o PMDB do vice-presidente, mas ainda em suficiência para ser a segunda maior sigla do Senado. Recebido o impeachment nesta casa, a força do PT foi reduzida a “apenas” 10 cadeiras, sendo superada pelo PSDB, com 11 nomes.

Em consequência das eleições de 2014, e da migração de Marta para o PMDB, o petismo seria reduzido a 12 assentos, mas a nomeação de Katia Abreu para o Ministério da Agricultura garantiria lugar a Donizeti Nogueira, fechando o elenco do segundo mandato de Dilma em simbólicos 13 nomes.

Com o impeachment já na comissão especial, Walter Pinheiro abandonaria o barco, ainda que para votar contrário ao processo. Na véspera da queda de Dilma, Delcídio do Amaral seria cassado, deixando o mandato para o primeiro suplente, Pedro Chaves, do PSC. Após a exoneração de Katia Abreu, Donizeti Nogueira liberaria a cadeira para a peemedebista – desidratando ainda mais o PT.

Além de PSC e PMDB, o PP ganharia um voto a mais ao final do processo, graças à migração de Blairo Maggi e Cidinho Santos, seu primeiro suplente. Acompanhando o PT no encolhimento, perderiam espaço o PDT e o PR. Mas há dois senadores “sem partido” que podem ainda mexer na composição.

O Ministério Temer contempla agremiações que somam hoje 61 votos no Senado, ou o suficiente para garantir a “pacificação” almejada. E pode crescer um pouco mais quando Reguffe, que votou a favor do impeachment, decidir o próprio destino.

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