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Como uma manobra do PT junto ao STF deve impedir o impeachment de Temer de seguir adiante

Em 10 de outubro de 2015, Wadih Damous, Paulo Teixeira e Rubens Pereira Júnior pediram ao STF para suspender o rito do impeachment definido por Eduardo Cunha. O trio de deputados pertencia ao PT e sua mais clássica linha auxiliar, o PCdoB. Três dias depois, como era de costume, a Suprema Corte deu ganho de causa ao petismo.

E o que dizia o rito definido por Cunha inspirado no trabalho feito por Michel Temer diante do pedido de impeachment do PT contra FHC? Que, caso o presidente da Câmara arquivasse a solicitação, o solicitante poderia recorrer ao plenário. E uma minoria simples seria capaz de garantir a formação de uma comissão especial para avaliar o caso.

A manobra findou rendendo mais poderes a Cunha, pois excluiu a possibilidade de a oposição recorrer, como feito pelo próprio PT em 1999. Mas, a história ensinaria, nada disso impediria o presidente da Câmara de aceitar o pedido dando início aos trâmites que findariam na cassação de Dilma Rousseff.

Pois bem… Agora na oposição, a esquerda já esqueceu que passou quase um ano inteiro chamando impeachment de golpe, e promete pedir o de Michel Temer. Contudo, graças à manobra de 2015, o atual presidente da Câmara tem plenos poderes para decidir o que fazer com o pedido, e ser inteiramente monocrático na decisão.

Mas Rodrigo Maia é aliado de Temer. E deve mandar a papelada para a gaveta numa velocidade de deixar Usain Bolt com inveja.

Graças ao PT.

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