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Denúncia que atinge Aécio pode ser boa para o impeachment de Dilma

Pelo simples fato de Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Marina Silva serem os três nomes da oposição menos interessados num impeachment bem sucedido de Dilma Rousseff. Donos cada um de um projeto próprio de poder, veem num eventual governo Temer um enorme obstáculo às suas pretensões presidenciais em 2018.

No caso de Aécio, ainda com o nome em boa conta graças aos 51 milhões de votos recebidos em 2014, há ainda o interesse maior numa cassação da chapa Dilma/Temer via TSE, o que adiantaria a convocação de novas eleições. Foi apostando nessa alternativa que o senador mineiro se negou por meia dúzia de vezes em 2015 a dar o devido apoio ao mesmo processo que derrubou Collor em 1992. Em novembro do ano passado, o tucano chegou a reconhecer: “O impeachment não pode ser a pauta e o projeto de qualquer partido político, e nunca foi para nós do PSDB”.

Em delação premiada, Delcídio do Amaral disse que Aécio Neves possuía contas secretas em paraísos fiscais. Hoje, a revista Época detalha documentos que comprovariam a existência dessas contas.

Nenhum partido no poder destruiria a economia do país sem uma oposição conivente. Nenhuma oposição seria conivente de graça. Aos poucos a Lava Jato terá a oportunidade de esclarecer isso à população.

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