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Dilma Rousseff sabia da conta suíça de Cunha antes mesmo de ele virar presidente da Câmara

Quando a Lava Jato chegou às autoridades com foro privilegiado, Dilma Rousseff encampou uma estratégia que seria fatal para seu mandato: alçou Eduardo Cunha, o presidente recém eleito da Câmara Federal, a seu maior inimigo. A jogada, iniciada em março de 2015, faria a petista perder o controle do Congresso, sofrer seguidas derrotas parlamentares e ter seu pedido de impeachment aceito pelo desafeto no dezembro seguinte.

A delação de Mônica Moura jogou uma luz sobre o episódio. A esposa do estrategista de campanha do PT esclareceu aos investigadores que, já em novembro de 2014, a presidente da República sabia que a Lava Jato tinha em mãos informações sobre a conta que o peemedebista mantinha na Suíça. Em verdade, foi a partir desta ciência que Dilma passou a temer o avanço da trupe de Deltan Dallagnol, pois João Santana havia recebido pagamentos via caixa dois numa conta dentro do mesmo país.

Resta evidente, portanto, que a base do Governo Federal preparara uma armadilha para o presidente da Câmara quando, em sabatina no Conselho de Ética, perguntou-lhe da posse de uma conta secreta no paraíso fiscal. No que Cunha negou, mordeu a isca que o faria perder o mandato e, consequentemente, ser preso.

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