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Empresa que Dirceu teria usado para propina lembra a do filho de Lula

A operação Zelotes já descobriu que as empresas de Luís Claudio Lula da Silva receberam R$ 14 milhões entre 2009 e 2015. Quanto à Lava Jato, os investigadores levantaram que a construtora de Flávio Henrique Macedo movimentou mais do que o dobro: R$ 30 milhões. Entretanto, há mais semelhanças entre o trabalho do filho mais novo de Lula e o do empresário ligado a José Dirceu: mesmo movimentando reais aos milhões, ambas as firmas não possuem empregados declarados.

O caçula de Lula até tentou justificar os trabalhos prestados, mas seria flagrado copiando trechos inteiros da Wikipedia na documentação que entregou. Portanto, mesmo com a motivação dos pagamentos ainda em investigação, as fortes suspeitas de irregularidades saltam aos olhos.

A Lava Jato caminhou mais com o caso Macedo e vê fortes indícios de que a Credencial Construtora era apenas uma empresa de fachada para se lavar propina. Além da ausência de empregados, a sede da empresa fica na residência de um dos sócios, e a maior parte dos recursos foi sacada na boca do caixa.

Para os procuradores, o irmão de Dirceu indicou a construtora ao lobista Julio Camargo no intuito de que propinas fossem repassadas aos ex-ministro de Lula. A origem da grana seria a diretoria da Petrobras dirigida por Renato Duque, que, a exemplo do petista, encontra-se preso.

Se for confirmado que a empresa do filho de Lula foi usada com finalidade semelhante, não há de se esperar para ele destino diferente.

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