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Enquanto o total de eleitores idosos cresceu 1,3 milhão, o de adolescentes caiu 600 mil

O voto no Brasil é compulsório para os eleitores dos 18 aos 70 anos. Mas é permitido extrapolar essa faixa em dois anos “para menos”, ou quanto for possível viver “para mais”. Contudo, nessas margens, a lei considera facultativa a participação. Na mais recente atualização do TSE, confirma-se que as fatias contemplam basicamente um em cada dez eleitores – mais pela longevidade dos idosos do que pelo ativismo dos mais jovens.

Em relação à última eleição municipal, o número de eleitores acima dos 70 anos cresceu 1,3 milhão, enquanto o de adolescentes com 16 e 17 anos caiu quase 600 mil. É verdade que queda maior havia sido observada em 2014, quando a participação dos jovens foi basicamente à metade da de 2012. Mas o crescimento de 41% em relação ao último pleito presidencial apenas parece querer trazer de volta a juventude à normalidade – algo ainda não atingido.

No total, a quantidade de votos “facultativos” pode chegar a 13,6 milhões, contra 12,4 milhões da eleição anterior. Seria interessante também medir o comparecimento dessas camadas da população às urnas. Mas a iniciativa precisaria partir de pesquisas boca de urna, uma vez que a lei não permite a identificação dos votos colhidos.

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