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Erro grotesco multiplicou o teto dos gastos dos candidatos a vereador de Manaus

Abraão Santana de Melo se candidatou a vereador de Manaus em 2012 pelo PTC. Disse à justiça eleitoral que gastaria até R$ 300 mil na campanha, mas a prestação de contas trouxe apenas cinco despesas. Quatro delas variavam entre R$ 622,00 e R$ 1.592,00. Contudo, uma delas, um evidente erro de digitação, marcava R$ 28,5 milhões.

Não deveria ter qualquer importância, afinal, Abraão ficou na 418ª posição de uma campanha que elegia apenas 41 nomes. Mas, agora em 2016, o custo das campanhas mais caras de 2012 é utilizado como base para se definir o teto a ser gasto pelos concorrentes. Com isso, será permitido aos candidatos à Câmara Municipal consumirem até R$ 26,7 milhões.

Para efeito de comparação, o valor supera o teto de R$ 26,6 milhões que os interessados na prefeitura de Belo Horizonte precisarão respeitar – a capital mineira só não terá disputa mais cara que a paulista, onde os custos podem se aproximar dos R$ 60 milhões.

Sobre a questão, o TSE lava as mãos alegando que apenas usou os dados que foram fornecidos ao tribunal.

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