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Grampo que entregou Dilma lembra o que desmascarou Demóstenes Torres, derrotado no STF

Há quatro anos, o Brasil se chocou – eram tempos bem mais simples – com grampos telefônicos que mostravam a estreita relação entre Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira, pivô do escândalo da “máfia dos caça-níqueis”. O senador do Democratas tentaria, junto ao STF, anular as provas, uma vez que gozava de foro privilegiado, mas viria a ter o pedido negado por ninguém menos que Ricardo Lewandowski, atual presidente do tribunal.

O motivo era o mesmo martelado ontem quando da divulgação do grampo que flagrou Dilma Rousseff tentando obstruir a Justiça. A escuta havia sido instalada na linha telefônica de alguém sem foro – no caso, de Carlinhos Cachoeira – e os investigadores não podiam prever as pessoas com as quais o investigado conversaria. No caso da presidente, o alvo era bem conhecido do noticiário: Lula – em um dos registros, o próprio ex-presidente diz querer testar se a Polícia Federal estava registrando a conversa.

Se quiser perder a fama de “puxadinho” de um PT cada vez mais no buraco moral, o STF terá de usar com Dilma os mesmos pesos e medidas usados com Demóstenes. Mas os riscos são altos, já que a Suprema Corte vem dispensando ao processo de impeachment contra a petista um tratamento bem diferente do recebido por Fernando Collor em 1992.

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