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Horas após Dilma garantir que a Olimpíada estava pronta, o RJ decretou calamidade pública

Se Dilma Rousseff não dá sorte para a política, por que daria para o esporte? Em 7 de julho de 2014, a então presidente da República publicaria uma foto fazendo um gesto em homenagem a Neymar Júnior, e diria: “Estou aqui para conversar com vocês sobre a nossa ‪#‎CopaDasCopas‬, que está sendo um sucesso dentro e fora dos gramados“. No dia seguinte, o Brasil levaria 7 gols da Alemanha e o futebol brasileiro nunca mais seria o mesmo.

Agora, já na condição de presidente afastada, a petista usou o mesmo Twitter para contar vantagem a respeito dos jogos olímpicos marcados para o Rio de Janeiro nas próximas semanas. E diria no 16 de junho de 2016:

“Em 50 dias, começarão os Jogos Olímpicos #Rio2016 e a atenção de todo o mundo estará voltada para o Brasil. O meu governo viabilizou as Olimpíadas. Graças ao planejamento bem feito e ao nosso trabalho dedicado, estamos prontos.

Contudo, na tarde do dia seguinte, o noticiário brasileiro explodiria com uma bomba: o governo do Rio de Janeiro decretou calamidade pública graças à crise econômica deixada pela petista. Sobre o papo de a competição estar pronta, decreto é bem claro ao afirmar que a recessão “vem impedindo o Estado de honrar com seus compromissos para realização dos Jogos Olímpicos“.

Não é de hoje que este tipo de evento finda em bagunça econômica. O exemplo de Barcelona, em 1992, está muito mais para excessão do que regra. Em especial, chama atenção os casos que atingiram Atenas, em 2004, e Montreal, em 1976. Mesmo a Copa do Mundo, que Dilma alegava ser um sucesso, meses depois seria apontada como motivo para a economia brasileira ter estagnado no inverno de 2014.

Única verdade no recente comunicado de Dilma é que de fato o mundo há de se voltar ao Brasil. Mas com preocupação.

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