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Impeachment: Dilma comprou voto do presidente interino da Câmara com candidatura ao Senado

No último 17 de abril, Waldir Maranhão, deputado que assumiu interinamente a presidência da Câmara dos Deputados com o afastamento de Eduardo Cunha, protagonizou um dos votos mais confusos de um dia já cheio de confusão.
Ele começaria dando a entender que votaria a favor do processo:

“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, todos nós estamos emocionados. Todos nós estamos atentos, julgando a nós próprios, respeitando consciências. Eu quero dizer que o Partido Progressista firmou questão…”

Mas:

“…mas, em desacordo com a posição do meu partido…”

Contudo:

“…eu quero dizer, meu Presidente querido, que continuarei sendo leal à sua pessoa, como Presidente desta Casa…”

Todavia, se deu a elogiar Flávio Dino, governador do Maranhão, e membro do PCdoB, a mais clássica linha auxiliar do petismo.

…e quero dizer ao meu Governador, do Estado do Maranhão, Flávio Dino, que sonhou com a mudança, que vai transformar o nosso Estado…

O plenário entendeu a quebra de trato com a oposição e começou a protestar. Maranhão concluiria, não sem antes soar novamente confuso:

…em defesa da Constituição, em defesa da democracia, voto não, sim, não ao golpe, contra o impeachment.

O vídeo abaixo registra o momento:

Fernando Rodrigues, no UOL, esclareceu a citação a Dino. Dilma Rousseff comprou o voto contrário ao impeachment com uma vaga na candidatura ao Senado junto ao PCdoB maranhense. A negociação se deu três dias antes da votação em reunião com governadores aliados. O Palácio do Planalto sairia do encontro comemorando que de fato conquistara ali alguns votos.
A história mostraria, no entanto, que não seriam suficientes.

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