facebook
Ir para o conteúdo

Inflação venezuelana caminha para os 2.200% em 2017

Moisés Naím, da Fundação Carnegie para a Paz Internacional, e Francisco Toro,  editor do CaracasChronicles.com, assinam um artigo assustador sobre o colapso venezuelano. Uma versão em português do texto está disponível no El País. Nele, é possível sentir o pouco do drama de se comprar produtos básicos como papel higiênico, ou mesmo os riscos de não comprá-lo.

O desesperador desabastecimento proporcionado pelo congelamento de preços bolivariano é o que estaria por trás de mortes como a de Maikel Mancilla, que veio a óbito após muito tentar e não encontrar anticonvulsivos no mercado. Mas está longe de ser tudo: há surtos de doenças como zika, ondas de crimes, escassez elétrica e hídrica, e uma inflação galopante que deve chegar, segundo o FMI, a 2.200% em 2017.

Enquanto isso, o governo não abria mão de gastos exorbitantes com propaganda, como os 45 milhões de dólares que queimava para que o venezuelano Pastor Maldonado corresse com o logo da PDVSA na Fórmula 1.

Naím e Toro fazem questão de ressaltar que o colapso nasce dos devaneios socialistas do pensamento bolivariano. Mas nem lembram de citar que, diferentemente do caso cubano, não há qualquer bloqueio norte-americano gerando obstáculos aos avanços dos ideais comunistas ainda idolatrados por lá – e, triste constatar, também por aqui.

Sempre que o brasileiro pensar no impeachment de Dilma, precisa lembrar que, sem ele, as chances de a Venezuela de hoje ser o Brasil de amanhã continuariam assustando.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.