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Integrante da Lava Jato diz que o ministro da Justiça é um risco para o sucesso da operação

Deltan Dallagnol é um dos principais nomes que integram a força-tarefa da Lava Jato. O procurador usou seu próprio perfil no Facebook para alertar a população dos riscos que a operação corre. No caso, de enfrentar a mesma rotina de sabotagens que a Mãos Limpas, equivalente italiana na qual a brasileira se inspira, enfrentou.

O resultado mais nefasto do fim da Mani Puliti, como é conhecida na Europa, foi a ascensão de Silvio Berlusconi ao poder. Não sem antes o governo italiano implementar o “Salva Ladrões”, ou como ficou conhecido o projeto que acabava com a prisão preventiva em casos de corrupção.

Para Dallagnol, além da manipulação da opinião pública contra os procuradores, o que acabaria com uma proteção natural da investigação, há um enorme risco de sabotagem por Eugênio Aragão, o ministro da Justiça nomeado por Dilma Rousseff após forte pressão de Lula. Disse o procurador:

“O terceiro foco de risco é a atuação do ministro da Justiça (Eugênio Aragão) junto à parte da investigação conduzida pela Polícia Federal. Ele pode decidir interferir nos trabalhos porque é parte do Poder Executivo, e algumas entrevistas que ele deu já deixaram margem para interpretação de que uma interferência dele é possível.”

Sorte de Dallagnol – e do Brasil – que o ministério montado por Dilma está com os dias contados. Resta fazer pressão sobre Michel Temer para que coloque no cargo alguém menos mal intencionado. Ou mesmo pressão nos aliados peemedebistas, que seguirão temendo a condução de Sérgio Moro em Curitiba.

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