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Janaína Paschoal lembra que Cunha ajudou bastante a defesa de Dilma

Janaína Paschoal, de quem partiu a iniciativa de se fazer o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, ainda que a peça entregue conte com as assinaturas de Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, deu algumas declarações acerca do processo como um todo. Dos vários pontos tocados, dois chamam atenção pelos personagens envolvidos, assim como pelos sentimentos opostos que geram na opinião pública.

Sobre Eduardo Cunha, Paschoal lembrou que a postura do então presidente da Câmara em vários sentidos ajudou a defesa da presidente afastada. E olha que a criminalista nem se preocupou em destacar que o peemedebista impediu que o terço do pedido a respeito do Petrolão seguisse adiante – afinal, o próprio Cunha era alvo da mesma Lava Jato que desvenda o esquema.

“Ele recebeu a denúncia. Isso é um fato. Agora, não acho que foi um favor. Ele o fez porque a consistência do pedido era inegável. Ele, de certa forma, ajudou a presidente. Porque deu um despacho tirando as pedaladas de 2014 da análise, limitando a discussão a 2015.”

O segundo personagem é ninguém menos do que Sérgio Moro. Ainda que reconheça no juiz federal uma inspiração, alerta que esse tipo de idolatria não costuma terminar bem no Brasil. E citou o caso de Lula como exemplo.

“A coragem dele também me incentivou, mas eu não acho legal o brasileiro continuar criando ícones. De certa forma foi o que aconteceu com o Lula. O Lula virou um semi-deus. E olha o que aconteceu com o País, entendeu?”

O alerta, obviamente, é válido. Mas ignora que a simpatia da opinião pública é peça fundamental da estratégia explorada pelo Lava Jato. Como defende Moro, sem ela, não se faz justiça num sistema corrupto. A própria Janaína só teria a ganhar caso se dispusesse a dominar a mesma ferramenta.

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