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José Serra: “Imaginar a Venezuela dirigindo o Mercosul dá arrepios”

Em entrevista à Reuters, José Serra sobiu mais alguns tons o discurso contra o bolivarianismo, seja ele dos países vizinhos, ou mesmo aquele praticado pelo Brasil das gestões petistas. Acusado de inverter a ideologia e agora dar as costas à nações que recebiam atenção do PT, responderia que a tendência é não ter tendência:

“O Brasil é um país continental, tem uma economia continental. Temos que ter relações com o mundo inteiro e aproveitar o comércio com todas as partes.”

Ainda segundo os relatos da Reuters, o ministro das relações exteriores chamou de “blá-blá-blá” e “populismo mundial” a política externa praticada pelos governos Lula e Dilma Rousseff. E que tudo tinha sido forjado para que “os militantes petistas tradicionais se sentissem confortáveis. É uma boa narrativa, mas uma falsa história”.

Quando o assunto migrou para a Venezuela, contudo, nem “narrativa boa” restou. Serra não observa no país uma democracia plena. E confessa sentir arrepios só de imaginar os bolivarianos presidindo o Mercosul:

A Venezuela tem questões mais profundas. Realmente, é um país em que não há democracia plena. Quando você tem presos políticos, você não tem um regime democrático funcionando a contento. (…) Imaginar a Venezuela dirigindo o Mercosul às vezes dá arrepios em face dos desafios que o próprio Mercosul tem pela frente.”

Brasil, Paraguai e Argentina tentam evitar que isso aconteça. Uruguai, que atualmente encontra-se no cargo, trabalha no sentido oposto. Foi dado o prazo de 12 agosto para a Venezuela cumprir com a adoção de todas as regras do Mercosul, o que é considerado impossível, uma vez que ainda falta o respeito a 45% das normas. Não havendo o cumprimento, a missão será passada à Argentina de Rogério Macri.

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