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Lula e Dilma atrasavam a indicação de nomes para agências reguladoras, paralisando-as

Não é possível se roubar tanto sem a conivência dos fiscais. Mas nem a oposição, o grupo que mais se beneficiaria da fiscalização do governo, se interessava em cumprir a função. Portanto, não seriam as agência reguladoras, com uma média de cinco conselheiros ou diretores indicados pelo próprio presidente da República, que garantiriam proteção às atividades reguladas pela economia brasileira.

Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas descobriu que, dentre 140 conselheiros e presidentes de 18 agências avaliadas, contra apenas 6% originados da iniciativa privada, um terço saiu de órgãos do próprio governo, fatia que praticamente corresponde à dos filiados a partidos políticos, o que costuma ser proibido em alguns países. Coincidência ou não, um terço das siglas pesquisadas era de natureza federal (Anac, Anatel, ANTT, Aneel, Antaq e ANP).

O aparelhamento já existia, mas se intensificou no segundo mandato do governo Lula, seguindo a pleno vapor na gestão Dilma. Originou-se com a dupla, no entanto, uma prática ainda mais nefasta: o atraso na escolha de novos nomes, o que chegava a paralisar as atividades por anos. Nos governos FHC, quando o presidente não antecipava as indicações, indicava em no máximo 6 meses, o que é considerado um prazo aceitável.

No caso mais grave, a ANTT chegou a ficar 3,6 anos sem comando. A Antaq viveu o drama por 2,7 anos. Só a Anatel não chegou a ser vítima da malandragem petista.

Aos poucos o Brasil entende o que aconteceu nos últimos 13 anos.

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