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Lula e Dilma, diante das denúncias, mantêm postura ditatorial

Em qualquer país decente, ou mesmo no Brasil de alguns anos atrás, qualquer político pego em flagrante contestaria, claro, a legalidade das provas, mas se retiraria de cena, abortaria o plano maquiavélico e buscaria a saída menos danosa para a crise. Lula e Dilma, no entanto, se comportam não como se apostassem que a Justiça fosse incapaz de puni-los, mas como se fossem eles fortes o suficiente para destruir as instituições democráticas e se safarem ao final. E assim, mesmo após a divulgação dos grampos que os incriminam, aceleraram todo o processo que visa render ao ex-presidente o foro privilegiado que o livrará de Sérgio Moro.

Como esperam a presidente e o agora ministro foragido da Polícia Federal administrar o Brasil após tudo o que veio à tona nesse 16 de março? Como gestores salvariam o país de uma crise se não poderão sequer aparecer em público tamanha a impopularidade? A única alternativa parece ser a força. A mesma força usada pelos generais que comandaram 21 anos de ditadura no Brasil. E a Coluna esplanada revela que o PT passou os últimos dois dias sondando as Forças Armadas.

A salvação de Lula e Dilma está na distopia, quando todos sofrem, mas eles e os seus conseguem manter as mordomias de hoje. O brasileiro não pode encarar o risco de isso aqui virar uma tirania como algo distante, realizável apenas no temor de alguns insanos. O que já acontece no presente era o medo de muito maluco anos atrás. Mas, surpresa, eles não estavam tão loucos assim.

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