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Lula investiu no feminismo menos de 37% do prometido; Dilma, nem 22%

Uma coisa é resolver um problema, outra é passar a sensação de que o resolve e ganhar a simpatia – ou votos – dos grupos que lutam contra o problema. O projeto Aos Fatos revisitou os números investidos pelo Governo Federal em “política para mulheres” na última década. E chegou a uma realidade que desmente o discurso do PT.

Usando os dados fornecidos pelo Siga Brasil, ferramenta que monitora o Orçamento da União, é possível confirmar que o segundo mandato de Lula investiu apenas 36,77% do orçamento prometido para a causa. Dilma, em seu primeiro mandato, fez ainda pior, investindo apenas 21,72%. Na média, para cada real prometido, o PT entregou apenas 25 centavos.

Mesmo em números absolutos, quando atualizados pela inflação, percebe-se que de pouco adiantou colocar uma mulher na Presidência da República: a “presidenta” aplicou apenas R$ 156 milhões contra R$ 175,6 do “presidento”. Ao todo, o Partido dos Trabalhadores deixou de entregar um bilhão de reais à causa entre 2007 e 2015.

Onde foi parar toda essa grana? O mau uso é uma suspeita. O Aos Fatos destaca, por exemplo, que a Casa da Mulher Brasileira já consumiu 91% do orçamento original aplicado, mas apenas 7,4% do projeto foi entregue. Ou que apenas 6,9% do orçamento previsto para 2015 foi utilizado no combate à violência contra mulheres.

Contudo, a Secretaria de Políticas Para as Mulheres foi explorada por Dilma para fazer contigenciamento no cumprimento de metas fiscais. Em outras palavras, tirou-se grana das principais causas feministas para se bancar os crimes fiscais que derrubaram a presidente mais defendida pelo feminismo.

Soa uma boa notícia, portanto, que os movimentos em defesa das mulheres se digam oposição ao governo Temer. Apoiar cegamente um presidente – ou “presidenta” – da República apenas serviu para que a causa, na prática, fosse disfarçadamente enfraquecida. Entretanto, os números acima clamam por uma revisão em várias posturas dessas militâncias. A começar pelo abandono imediato do partidarismo que se apoderou das opiniões desses grupos.

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